quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Um bicho papão chamado MDM


Que o MDM está a tirar o sono a muitos dos meus compatriotas e companheiros de batalha aqui na bloguesfera já não constitui novidade. É público e notório que, para certas pessoas, o MDM é um partido quase demoníaco, do qual procura-se fervorosamente manter afastado o maior número de cidadãos que, por alguma carga de água (se calhar por ingenuidade), vêem-no como se de uma bóia de salvação se tratasse.
O que, nestes últimos dias, tem estado a acontecer é paradigmático do que sempre se faz quando se está bastante aflito, inseguro e simultaneamente cego ao ponto de não se dar conta de que nem todos ali virtualmente presentes estão ao serviço de ideologias políticas.
Basta um mero olhar atento para se aperceber da azáfama que se vive, nessa época de campanha eleitoral, em determinados blogues. Aliás, chegam a fazer constar que o MDM é um partido castrador e falso, ou pior, a mais infame de todas as rameiras, quando, na verdade, todos os partidos, sem excepção, são autênticos necrófagos que pretendem, sem dó nem piedade, se alimentar da penúria do povo moçambicano.
Se no início me mostrei céptico radical em relação ao futuro do MDM e até cheguei a afirmar que se tratava de um partido fruto dos media, agora, devido à animosidade que está a causar, já estou a começar a mudar de opinião. Afinal, o tal partido está abalar a estrutura dos indivíduos que ergueram as suas casas na rocha, ou melhor, dos mais presunçosos, convictos e optimistas.
As reiteradas postagens e os comentários em torno delas mostram, à partida, que aquele partido não pára de provocar insónias, depressão, mal-estar, prisão de ventre e problemas de coração. O MDM chegou até a causar uma nova doença altamente contagiosa que certamente ainda não foi diagnosticada, mas, especulando, acho que se trata de Sindroma de Intolerância e Ignorância Adquirida. Manifesta-se da seguinte maneira: dificuldade em aceitar opinião contrária, deficiência na percepção da realidade, mania de perseguição, hipocrisia ou farisaísmo crasso, infecundidade da mente e a incapacidade de ter qualquer emoção erótica ou crítica.
Deparamo-nos, uma vez e outra, com situações verdadeiramente clamorosas que deveriam elucidar todo ser humano em seu juízo, mas o que acontece invariavelmente é que nem sequer chega a comover determinadas pessoas. Pois, para muitos, significa  perder o pão e água  e, por isso, têm aversão à opinião do tipo abrir os olhos aos cegos.
Só de imaginar um outro partido a governar Moçambique (algo que várias vezes vinquei que demorará a acontecer enquanto o povo continuar sem discernimento e a embarcar em tudo que reluz como sinal de desenvolvimento) cria calafrios à certos compatriotas, pois não estão mentalmente preparados para enfrentar um saudável tsunami na política nacional e, por essa razão, preferem de novo o ferrolho.
As opiniões-especulações em relação ao MDM e à decisão/atitude da famigerada CNE, para além de trazerem água no bico, já começam a cheirar a perverso e a Pecado Organizado. Chega-se ao extremo de confundir a política com o poder da Demagogia, Mentira e prestação de favor a este e àquele.
Alguns media, grande parte esquemas para servir interesses instalados, deitam quantidades industriais de gasolina na fogueira, em lugar de pôr água na fervura. E, em momento algo,  reconhecem que são o problema número um de todos os argumentos-mentiras proferidos, até à náusea, em forma de opinião e, às vezes, servido em forma de reportagem.
Cuidemo-nos!

59 comentários:

Ximbitane disse...

Shir, Sindroma de Intolerância e Ignorância Adquirida? Tenho por mim que, agora e neste espaço, (blogosfera) é de fundamental importancia que não se contamine ninguém com a SIIA. Alias, creio que devemos todos opinar, sim senhor, mas acima de tudo respeitar o outro.

Com os ultimos debates, temos descoberto ou suspeitado das tendencias politicas de cada um. Penso que todos sao livres de assim se manifestar. Nao devemos estar a combater essas apetencias politicas individuais e aproveitarmo-nos disso para deitar agua suja na roupa do outro. Ah, sou absolutamente contra!

Ao MDM, como a todos outros partidos e candidatos se deve dar igual valor. O facto de nao deve necessariamene implicar que. Ha tanto ruido que acabamos nos distraindo com o mais importante: o manifesto eleitoral!

Xigono disse...

Neste país a imparcialidade é um crime. Antes devias ser pró-Frelimo ou anti-Frelimo. O que equivale, no primeiro caso,a todo o custo, a deabolizar a oposição, e, no segundo,quer dizer ser da da oposição- leia-se Renamo. Nos dois casos estamos a falar de partidos com história, história essa que é decorrente do seu poderio militar, um porque refere que libertou o país e outro porque afirma que trouxe a democracia. No meu intender a Renamo trouxe a democracia. Quando digo isso não ignoro o programa renamiano de desestabilização, não nego que foi um projecto do Apartheid e de Ian Smith. Ou seja, no ADN da Renamo não consta nenhum projecto de democracia, mas é preciso verificar que o contexto muda, muitas vezes, a direcção que nos propusemos tomar aquando da partida. O MDM é ostracizado porque através do terramoto político da Beira a hegemonia de alguns foi posta em causa.

Julio Mutisse disse...

Parabéns Shir por "marcares a diferença."

O meu lema e do meu blog é "Por uma Cidadania Militante, Consciente e Actuante" e o blog é "É UM LOCAL DE DISCUSSÃO DE IDEIAS ÚTEIS. É UM LOCAL PARA EXERCITARMOS A NOSSA CIDADANIA ATRAVÉS DA EXPRESSÃO DAS NOSSAS IDEIAS SOBRE O FENÓMENO POLÍTICO NACIONAL" o que significa que eu e se calhar outros não podemos ficar alheios ao que está em volta; não posso deixar de fazer leituras sobre o que acontece e nem posso deixar de compartilhar visões sobre o que está acontecer.

É evidente que muitos vão concordar e tantos outros irão discordar e vamos trocar impressões. Não tenho ilusões que concordemos todos a toda hora sobre tudo. Prova da fluidez do debate é a quantidade de entradas sobre esses temas nos nossos blogs; revelam o interesse que esses assuntos têm.

Em algum momento vais interpretar isso como animosidade ao MDM eu interpreto de outra forma. Isso para mim é essencial, que haja debate e não matarmos o debate porque...

Sobre "epressão, mal-estar, prisão de ventre e problemas de coração" poderia dizer o mesmo sobre as reiteradas entradas que visavam instituições do Estado que certos apoiantes do MDM promoveram e, agora, as cartas que eles próprios distribuíram mostram que, afinal, as coisas não foram bem assim como nos foram dizendo. Não achas? Neste debate estamos a afunilar muitas coisas e a dar conta de que houve muitas mentiras e imprecisões vindas de quem mais ruído fez, se calhar por estar mesmo vazio.

PS: insistes muito na ideia de alguns "perderem o pão" acreditas mesmo que muitos dos apoiantes do partidão que aqui aparecem dependem do "pão" dado pelo partidão? Não acreditas em convicções? Achas mesmo que muitos dos jovens fervorosos apoiantes do Partido estão a procura de um lugar ao sol na função pública ou algo que o valha em substituição dos seus empregos no sector privado, ou das suas empresas onde decidiram empreender? Achas mesmo?

Num outro prisma achas que os que não apoiam a FRELIMO são exactamente o oposto desses? Que são os depositários do verdadeiro fervor partidário completamente descomprometido?

Acho que vivemos em galáxias diferentes se 75% das suas respostas forem positivas no que te questiono acima. Cuidado com a formatação a que te podes submeter vinda dos que dizem que basta ser membro do Partido para se ter emprego na função pública e, logo, todos os jovens que apoiam o partido estão a procura de "pão" lá. Cuidado com o que te dizem os "outros" políticos. Eu pelo menos estou bem onde estou e apoio o partido por convicção.

Reflectindo disse...

Caro Shir,

Parabéns por mostrares estás a mostrar ser um agente activo na sociedade mocambicana. Já antes escrevi que o MDM era um mal menor e expliquei o que me fazia crer nisso como se pode ler aqui. Mas para além de saber que o MDM se tornou papão logo à nascença, questiono-me sobre o que significava para alguns o termo: o país precisa de uma oposição forte e credível? Os ataques não só verbais e por escrito, mas como os que estamos a assistir um pouco por todo o lado, muitíssimo bem relatados, registados e apresentados na TV, fazem parte deste meu questionamento. Entretanto, alguns círculos que investem em ataques, voltam sempre com outros ataques, chamando da queixa do MDM como auto-vitimizacão.

A história de instituições do Estado é uma treta. É como se não conhecessemos o historial dos atacantes. Do resto eu creio no que o Observatório Eleitoral como parecer JURÍDICO ao Conselho Constitucional; E a questão da CNE é preciso da maneira como ela foi criada. Quantas ofertas venenosas andam por aí?

Instituicões do Estado se fortalecem com quadros competentes, justos, transparentes e imparciais.

Um dos pilares do Estado de Direito assenta no princípio de que ninguém está acima da lei. Não é verdade? Tenho muita esperança que nos próximos momentos, senão a partir de agora venhamos discutir sobre isto e demais temas sobre o Estado de Direito, Estado Democrático de Direito, a Democracia e Direitos Humanos. Nunca se pode falar de cidadania sem que se conheçam bem estes conceitos ou sem sobre eles se falar. Não podemos aceitar a sermos evangelizados fora da igreja.

Um abraço

Julio Mutisse disse...

Reflectindo, do ponto onde observas Moçambique creio que poderias nos dar alguns subsídios do que seja cidadania; poderias dar nos dicas sobre instituições do Estado que não sejam uma "treta".

Reflectindo, este é o país em que vivo e onde projecto a minha vida futura e dos meus; mesmo reconhecendo que como eu cometo erros, as pessoas dentro dos órgãos do Estado cometem erros, a minha principal acção não pode constituir-se em minar esses órgãos; desacreditá-los e distrui-los. Preciso deles para continuarem a cumprir o seu papel no futuro.

Enquanto membro da FRELIMO preciso de encontrar nos membros de outros partidos interlocutores válidos e leais com quem discutir os problemas do país e encontrar soluções viáveis para os mesmos.

Quando cheguei a Maputo (vindo de Manjacaze) apanhei uma valente sova de um vizinho; menino campesino que era (agora estou urbanizado), com medo de tudo e desconfiando de todos, corri a queixar-me ao meu irmão mais velho que me disse: "aprenda a resolver os seus problemas, eu não estarei aqui a toda a hora para te defender". Acredite meu amigo Reflectindo, a partir desse dia, apesar do meu aspecto franzino nenhum outro vizinho ousou encostar um dedo em mim. Aprendi a defender-me e a resolver os meus problemas. Foi uma lição para a vida: contar primordialmente comigo. Podes perguntar a que vem este episódio e só te direi que o que nos foi dado a observar recentemente te puxará para a razão por que te conto.

Em suma, espero interlocutores que se afirmem por eles mesmos, que não busquem a sua sustentação na bengala a que podem recorrer ao primeiro sinal de contrariedade, interlocutores leais que não se sustentem em contradições para defenderem o que pensam, interlocutores que saibam de facto o que lhes move.

Ilustre, é verdade que "Instituicões do Estado se fortalecem com quadros competentes, justos, transparentes e imparciais" mas só isso não basta. É necessário que nós cidadãos, usuários dessas instituições sejamos atentos e vigilantes, comprometidos e actuantes porque mesmo os tais quadros competentes, justos, transparentes e imparciais, são humanos e um dia cometerão erros e, nesse momento eu e tu cidadãos temos que estar atentos e, dentro da legalidade estabelecida, concorrer para a sua correcção.

Tenho dito.

Nini disse...

Hehehe, já agora podes especular quais sãos os medicamentos, os cuidados especiais e as formas de transmissão dessa tal doença!!?
Agora indo ao assunto, deixem-me dizer que é de conhecimento de todos que o MDM está a causar desconforto a muita gente. Também não é para menos, estamos a falar dum partido que, para além de em menos de um ano ter granjeado simpatias de muitos, optou por apostar numa das camadas mais esquecida, quiçá marginalizada, da sociedade, os jovens. No entanto, não vejo mal nenhum quando as pessoas falam positiva ou negativamente desse partido, pelo contrario, mostra que de alguma maneira vai provocar uma revolução politica.
Adoro-te, bom trabalho e ate logo. Beijos!

Xim,
Que saudades! Beijinhos para ti e a família

Nini disse...

Júlio,
Essa interpelação é apenas para dar o meu parecer em relação ao seu Post Scriptum (PS), especificamente “a ideia de alguns perderem o pão”, entretanto, a minha opinião é pessoal, isto é, não tem nada a ver com o que represento para Shir.
Para mim, é um facto que alguns dos apoiantes fervorosos do partidão que assistimos nos últimos dias estão na continua acção de garantir o “pão”. Isso é obvio! As coisas neste país funcionam também por estas vias, não vamos ignorar esta realidade. Pois ela é tão real quanto o ar que respiramos. Não estou a negar que a maior parte apoiam por convicções, mas a experiência manda-me dizer que por detrás dessas convicções (por parte dos jovens) certamente estão buscas incessantes de alguns “lugares” e garantirem o futuro dos seus.
As razoes são várias, uma delas é o facto de competência, grau académico e experiencia não serem insuficientes, deve-se agregar uma certa simpatia ao partido no poder. Porque se não esta a favor do partidao, então só pode ser do contra, logo não merece desenvolvimento profissional.

Julio Mutisse disse...

Nina,

Os escovinhas existem aos montes. Queres um exemplo? Vá ao blog do presidente e verás o desfile. Não nego a sua existência... o que questiono é a tendência que muitos, incluindo você minha amiga, têm de achacar aos que apoiam a FRELIMO uma pretensa "luta pelo pão". Apesar de não negares que "a maior parte apoiam por convicções" contradizes te quando dizes que "por detrás dessas convicções (por parte dos jovens) certamente estão buscas incessantes de alguns “lugares” e garantirem o futuro dos seus". Afinal em que é que ficamos? Convicção ou busca de lugares? Que posições? Ministeriáveis? De PCA's? Posições bem remuneradas (muitos já têm)?

Não respondeste ao resto: os que não apoiam a FRELIMO são os puros, os que fazem por convicção, despegados de qualquer interesse não é? São estas posições moralistas que por vezes conduzem aos rótulos que se tenta combater: puxa sacos, escovinhas, apóstolos da desgraça etc.

O país não pode ser visto assim. Daqui a pouco vamos extrapolar esta rotulagem para, por exemplo, o campo religioso e diremos: os que são presbeterianos não o são por fé, querem estar e almejam o poder já que o PR também é presbeteriano ou, nem todos os muçulmanos o são por fé são no porque querem estar próximo do MBS e ter acesso à mola e estar próximos dos círculos do poder onde ele se movimenta muito bem. Estás a ver o quão problemático é isto?

É um facto, acredito, os radicais do costume me cairão em cima mas, lhe digo, estou muito bem e isso não se deve a minha qualidade de membro da FRELIMO nem do meu apoio a este partido: competência acima de tudo, acho que é que se olha quando me contratam. E isso pode ser aplicável a muitos que conheço.

PC Mapengo disse...

Shir

É interessante como colocas a contribuição (?) dos media nesta fogueira. Penso eu que neste processo todo eleitoral, não só na questão do MDM, os órgãos de comunicação não estão a desempenhar cabalmente o seu papel. Numa altura em que se nota a falência da imparcialidade é importante que os órgãos de comunicação se esforcem em manter, pelo menos, a honestidade. Para se evitar o que chamas de “argumentos-mentiras” é importante que eles assumam as suas posições para que os consumidores saibam o que irão encontrar quando forem comprar um determinado jornal ou sintonizar um determinado canal.

Mutisse

Este é o país das generalizações e estereótipos e muitas das vezes graves. Não é uma terra de meio-termo. Se uma instituição do Estado não funciona então todo o Estado não funciona. Se reconheces uma boa acção da Frelimo, independentemente de seres membro desse partido não passas de um escova que quer pão.

Shirangano disse...

Meus caros,
Acabo de ler os vossos comentários, de momento estou sem muito tempo para responder, entretanto, voltarei dentro de algumas horas.
Abraços!

Reflectindo disse...

Caro Mutisse

1. Propus temas concretos para em volta deles falarmos da cidadania. Vamos lá discutir bem sobre esses temas meu amigo.

2. Uso de análises parciais e negacão o princípio segundo o qual num Estado de Direito ninguém está acima da lei, e ignorando o uso e abuso dos bens Estado, para alegar que isso visa o fortalecimento das Instituicões do Estado é TRETA, meu amigo. Tu e eu já discutímos vários temas em volta disto, e, posso rebuscar alguns com fontes. Em temas onde se fala de uso e abuso de bens do Estado já lá pode-se imaginar onde vais ficar (se apareceres), a ponto de eu não te reconhecer, se tomar em conta em convergemos quando falamos de responsabilidade.

3. Ainda bem que dizes que nós todos temos que estar atentos e vigilantes aos quadros competentes, justos, imparciais e transparentes. Porém, lá vão as minhas perguntas: Se os quadros que julgamos com as caraterísticas acima, cometem falcatruas, será que continuarão com o aquele mérito? Não é o que se apela quando se denúnciam falcatruam em nome do Estado, mas tu dizes sempre o contrário (a não ser que eu não te compreenda, e, se for o caso que seja claro)? O que queres dizer com vigilância? E a repeticão do discurso dos primeiros anos de independência, e neste caso não falas de vigilância aos críticos? Que quem critica está ao servico de uma mão estranha?
Quando falo de como se fortalece uma instituicão, falo do que sei por experiência. Mas não gosto de falar de mim em locais de discussão e nem gosto de quem fala sobre mim e locais destes.

Abraco

Shirangano disse...

Muito bem, estou de volta!

Estimada Ximbitane,
Concordo que todos devemos opinar e respeitar o outro, aliás, ninguém é obrigado a concordar com certas ideias e muito menos a dizer coisas só para agradar determinadas pessoas e para parecer que bebem da mesma água, de modo a não sofrer ostracismo em certos círculos.

Tenho consciência que as minhas opiniões têm “escandalizado” certas correntes de opinião, talvez devido a linguagem demolidora e castradora, e muitos não estão mentalmente preparados, ou melhor, habituados a ouvir essas coisas. Pois soa a violência. Mas não vou deixar de dizer o que penso e sinto (faço com afecto e ternura), porque somos todos livres para exprimir os nossos pensamentos sejam eles politicamente correctos ou não. Não se podem colocar limites nos pensamentos dos outros, cabe-nos tirar o que interessa e pôr no lixo o resto.

Na minha opinião, não se dá particular destaque ao manifesto eleitoral porque ninguém acredita nele. Quer dizer, o eleitorado não quer saber do manifesto, o mais importante é o partido independentemente de ter ou nao um programa, desde que prometa.

Shirangano disse...

Xigono,
Não diria que o MDM está a ser ostracizado, isso é o que nos querem fazer acreditar (não estaria errado ao afirmar que muitos acreditam nisso), mas sim concordaria com a ideia de que, com o terramoto politico da Beira, a hegemonia de alguns ficou em causa, ou melhor, o partido está a abalar a estrutura dos maiores partidos particularmente, a Renamo. Digamos que este novo partido vem quebrar a relação politicamente “amorosa” existente entre a Frelimo e Renamo. Via a Renamo como um partido sem ambição e conformado com a ideia de ser a segunda maior força politica. E a Frelimo um partido acomodado. E agora as coisas parecem ter mudado figura, há preocupação em desacreditar o outro.

Egídio Vaz disse...

parabéns Shir pelo texto. Aprecio a forma como escreves e a liberdade DO TOM que sempre fizesque questão de exercer.
Parabéns.
Júlio, gostei da lição que os teus irmão mais velhos te deram. Acho que vou também fazer o mesmo em relação a um primo que nunca largou o meu pé.
Concordo com a Ximbi, quando chama-nos à atenção de salvaguardarmos as liberdades de todos e de cada um de nós.
No fundo, o debate está ainda no conmeço. E, por incrível que pareça, não vejo nenhum outro lugar onde o debate eleitoral está a ter lugar de forma séria a não ser na blogosfera. Não é por acaso que o Candidato da Frelimo já não aparece. ALiás, das únicas vezes que ele apareceu, foi para fazer um resumo (do que fez e do que se debateu até então), como se o tivessemos pedido para tal.
Para terminar, quero simplesmente lembrar-vos que devemos estar muito atento ao debate que por aqui se desenrola. Pode se tratar do início de uma nova forma de estar e pensar na sociedade moçambicana. Não faltarão para tal, TROJAN, WORMS e outros malwares informáticos, como aliás acontece em toda festa requintada. Penduras também gostam de se fazerem presente. E nisto, Shir soube melhor expor.
Mas a blogosfera está de saúde. Por enqusnto.
Abraços

Shirangano disse...

Mutisse,
Garanto-lhe em momento algo iria interpretar como animosidade ao MDM, a fluidez de um debate que tenha como cerne esse partido, pois tenho consciência de que o fluxo deve-se, sem duvida, a importância do assunto e o interesse como acabaste de afirmar.

Não sou contra os debates. Com esta postagem apenas quis dar a entender o que pude sentir nesses debates que, de certa maneira, passou a ser duelo “Frelimo vs MDM” onde se apareces a dar uma opinião que belisca um determinado partido, logo és do contra. O que mostra a partida que não se trata de um salutar debate.

Confesso que fiquei (ainda estou) confuso com toda essa historia que envolve o CNE e o MDM. É muita informação, opinião...contraditórias, uma atrás da outra, todos eles vazios. Fica-se sem saber onde jaz a verdade. E por isso chegou a conclusão que se trata de perversão organizada.

PS: Acho que não só vivemos galáxias diferentes como também olhamos para a realidade de formas diferente.
Vejo que se esbarrou com a ideia de eu, amiúde, dizer que alguns apoiam o partidão por causa de benesses. Mas digo, é a realidade do pais, ou melhor, a realidade mais real que é invisível aos olhos de gente que não quer ver, mesmo que o facto tenha lugar dentro da sua casa.
Acredito em convicções, mas se prestares atenção a esses convictos ou apoiantes fervorosos poderás constatar que se frustram facilmente.

“Num outro prisma achas que os que não apoiam a FRELIMO são exactamente o oposto desses?”. - Geralmente alguns acabam por se tornar apoiantes fervorosos. Mas posso dizer que são oposto, especificamente, repito, especificamente os partidariamente descomprometidos (se concordares que existem), pois estes não se deixam mover por amor partidário que cega e torna hipócrita, apenas vêem a realidade como ser humanos, comovem-se, emocionam-se e emitem a sua opinião com base nisso. (Sinto que ainda falta algo por dizer. Volto!)

Vou tomar cuidado com os formatadores!

Reflectindo disse...

Caro Mutisse

Senti-me obrigado a rever o comentário que por alguns erros desconfio que crie problemas na compreensão.

1. Propus temas concretos para em volta deles falarmos da cidadania. Vamos lá discutir bem sobre esses temas, meu amigo.

2. Uso de análises parciais e negação do princípio, segundo o qual, num Estado de Direito ninguém está acima da lei, ignorando-se o uso e abuso dos bens do Estado, para alegar-se que isso visa o fortalecimento das Instituições do Estado, é TRETA, meu amigo. Tu e eu já discutimos vários temas em volta disto, e, posso rebuscar algumas fontes. Em temas onde se fala de uso e abuso de bens do Estado, já lá se pode imaginar onde vais ficar (se apareceres), a ponto de eu não te reconhecer, se tomar em conta em que convergimos quando falamos de responsabilidade e responsabilização.

3. Ainda bem que dizes que nós todos temos que estar atentos e vigilantes aos quadros competentes, justos, imparciais e transparentes. Porém, lá vão as minhas perguntas: Se os quadros que julgamos com as características acima, cometem falcatruas, será que continuarão com o aquele mérito? Não é o que se apela quando se denunciam falcatruas em nome do Estado, mas tu dizes sempre o contrário (a não ser que eu não te compreenda, e, se for o caso que seja claro)? O que queres dizer com vigilância? Será a repetição do discurso dos primeiros anos de independência, e neste caso não falas de vigilância aos críticos? Que quem critica está ao serviço de uma mão estranha?
Quando falo de como se fortalece uma instituicão, falo do que sei por experiência própria. Mas não gosto de falar de mim em locais de discussão e nem gosto de quem fala sobre mim e locais destes.

Abraço e bom fim de semana

P.S: Caro Egídio Vaz, concordo contigo que aqui na blogosfera, a coisa não está fácil. Também me parece que o dito desinteresse dos moçambicanos à política já revela ser um mito. Estou de acordo que a blogsfera está saudável assim com mentes não controladas. Como Shir escreveu no meu blog, cada um é responsável pela opinião que emite.

Abraco e bom fim de semana

Maria Helena disse...

O seu primeiro parágrafo parece escrito por mim, pois é exactamente o que sempre venho afirmando. O MDM tem mesmo incomodado muita gente; não me admiraria nada se muitos estivessem sofrendo de insónia, dores de estômago, complicações gastro-intestinais, etc.
Também gostei do título e restante artigo. Está de parabéns!
Gosto de ler os comentários de todos, sempre com o maior respeito e consideração, mesmo que as suas opiniões ou pontos de vista difiram dos meus.

Júlio Mutisse disse...

Brother Reflectindo (desculpe a acentuacao escrevo do telemovel)

Nao nego o principio de que em Estado de Direito ninguem esta acima da Lei. Alias quero que esse principio se materialize, se torne vivo.

Uma coisa eh denunciar falcatruas perpetradas por alguem dentro de uma estrutura outra eh atacar a estrutura. Como diz o PC acima vivemos numa sociedade sem meios termos e muitas vezes a forma como denunciamos as falcatruas poem em causa tudo e nao o que nos repugna. Acabamos dinamitando tudo.

Shir, parabens a todos os lucidos que, por acaso, nao sao frelimistas. Que Deus os de longa vida e que a lucidez nao desvaneca. Mas por favor, respeitem a minha falta de lucidez que eh auto induzida e nao me chamem nomes mesmo que isso se confunda com estilo de escrita.

Reflectindo disse...

Amigo Mutisse

Parece estarmos a começar a conversa interessante. Prometo voltar para ela. Vou dar o meu ponto de vista sobre quem são os verdadeiros ameaçadores das nossas instituições, as instituições do Estado. Sem dúvidas, para mim, são os que abusam nelas, usando a confiança que receberam seja lá por eleição ou profissão. Mas eu quero detalhar o meu ponto de vista para não deixar dúvidas. A minha opinião não constitui a verdade absoluta pelo que quererei interpelação.

Mais uma vez, desejo um bom de semana a ti e a todos leitores deste blog

Jonathan McCharty disse...

Caro Shirangano!

Uma coisa que nunca deves te coibir de ser, e' seres tu proprio! Mesmo que a mare' ou a corrente seja para o lado contrario!

Depois da revolucao de 28 de Agosto, na Beira, seguida da vitoria de Deviz Simango e, na genese da formacao do MDM, escrevi em Fevereiro deste, um artigo intitulado "Nao se pode parar o vento com as maos" como reaccao a onda de oposicao que estava sendo criada a formacao do MDM. Voce vai ficar admirado que, os defractores de outrora, nao mudaram de cara! Sao exactamente as mesmas pessoas!

Portanto, o medo nao e' de hoje! E' antigo e, pela sonoridade e hostilidade que temos notado hoje, eu nao tenho como discordar da "teoria da verdade" de Arthur Schopenhauer! Aquele filosofo alemao disse que "A verdade, essencialmente passa por 3 fases: primeiro e' riducularizada; depois e' violentamente combatida, antes de passar a ser considerada facto irrefutavel"!!

Quem olha para o percurso do MDM, nao ve outra coisa senao o reflexao da VERDADE definida por aquele filosofo! O MDM e' a VERDADE! A VERDADE nunca muda! O que muda e' a nossa percepcao sobre ele! A rejeicao da Frelimo e Renamo, juntas, na Beira foi a primeira manifestacao real do que vai na mente deste povo, do que nos Mocambicanos queremos para Mocambique! E, claro que isso assusta! Assusta muito aqueles acomodados que nunca perceberam os reais propositos da governacao, do poder que ostentam porque "nos" lhes conferimos, mesmo que "fraudulentamente" nos outorguem essas accoes!!

O MDM e, o que esse partido defende, sao as aspiracoes colectivas desta nacao! E, isso, nunca ninguem podera' combater! Os que hoje lutam contra o MDM, num futuro a breve trecho, vao se vangloriam pelo pais em que seus filhos estarao a crescer!!

Um dia, haveremos de vir ca' rever estes comentarios e ai, saberemos que esteve todo o tempo a tentar combater o curso historico desta nacao!! Quem esteve do lado errado da historia!!

Um abraco a todos e que na fraternidade do debate tolerante e construtivo, colectivamente edifiquemos esta nacao!!

Jonathan McCharty disse...

Mutisse, meu irmao!

Eu vejo em ti um irmao de verdade, na mesma medida que o faco para um Reflectindo, Egidio, Ximbitane, Nkutumula, etc!!

Nao deve haver duvidas que, a forma fervorosa com que defendemos as nossas posicoes, seja parte fundamental deste esforco de edificacao da nacao Mocambicana! Uma nacao justa, solidaria, empreendedora, emque ninguem tenha que ficar preocupado se, a justica ou a policia vira defende-lo ou condena-lo, rapidamente ou lentamente, de acordo com as suas cores politicas!! E' esse MOCAMBIQUE que, todos aqui, devemos ter a nocao que QUEREMOS CONSTRUIR! Nos, estamos no mesmo barco a remar contra esta mare que poe MOCAMBIQUE, na cauda do "desenvolvimento humano", na cauda da "boa governacao" e, para completar a ficha, a frente na "corrupcao"!

Muthisse! Uma vez escrevi no teu blog que, ser membro ou simpatizante de um partido, era um direito inalienavel e essa decisao residia "solely" em cada um dos individuos! Mas, alertei ainda que, esses factos nao deveriam de veiculo para que alguem aparecesse a defender o seu partido, fugindo de toda a realidade objectiva, ignorando todos os factos, apoiando-se em premissas falsas, dando asas a especulacao e a sua imaginacao!!

Isso tudo, "so' para defender o seu partido"??

Outro dia fiquei "irritado" com o teu email (e, quero aqui publicamente apresentar minhas desculpas se me excedi no meu reply), porque ha coisas que nos discutimos a exaustao e houve dificuldade dos proponentes de certas "teorias" defenderem as suas especulacoes!! Voltar agora com as mesmas "baboseiras" nao e' outra coisa, senao "propaganda"! Porque, se houve mesmo alguma coisa a dizer, as pessoas teriam dito quando tal "debate" despoletou! Nao admira que, a tal "proposta de debate" (por email) tenha morrido precocemente.

Uma das coisas que estou aqui a falar e que, contrasta seriamente com os principios que julgo importantes para alguem seguir quando pretende defender o seu partido e', a "teoria de auto-vitimizacao", introduzida por Martin de Sousa e seguida por Goncalves Matsinhe!

Primeiro, gostaria de sugerir, desde ja', a sua abolicao no contexto em que ela tem sido aplicada, pelo menos aqui na blogsfera, onde quero crer, gente lucida abunda!

Voce nao pode acusar alguem de estar a "auto-vitimizar-se", quando um comicio e' interrompido por tiroteio, causado por um bando de pelintras, utilizando arma da policia, que depois e' recuperada na casa do comandante desses pelintras!! Querer defender uma tal posicao, e' fugir totalmente, de qualquer "realidade objectiva"! Eui acho que o Martin e o Goncalves, nunca devem ter ouvido o som ameacador de uma AKM dispara ha' menos de 50 metros! Porque se sim, voce nao vai acusar alguem de estar a auto-vitimizar-se, quando reclama por justica, depois que o exercicio dos seus direitos constitucionalmente garantidos, foi interrompido com o som de uma AKM!

Jonathan McCharty disse...

(Continuacao)

Nao podemos tolerar que estas coisas (teorias), viajando completamente na imaginacao e na especulacao, sejam trazidas aqui na blogsfera e digamos que "estamos a debater Mocambique"!!

Eu alertei naquela altura que, a preocupacao destes individuos era o facto do MDM, de forma digamos que, involuntaria, estar a ter total atencao e publicidade (que nao pediu), com manifestacao de repudio ate' do presidente da Republica, sociedade civil, dos organismos internacionais acreditados no pais e sem discurar ainda, o impacto daqueles eventos insolitos, alem fronteiras!! Se alguem tinha que ser acusado, nao era o MDM, fosse com que teoria que fosse!
Penso que foi o Nelson que ironicamente rebateu a tal "teoria" (que, de facto, nao tem sustentacao), quando Macuacua apareceu a reclamar das escaramucas perpretadas pela Renamo a membros/sede da Frelimo em Milange!! O que o Martin e Goncalves disseram ao Nelson?? NADA!

Por isso, Muthisse, repudiei com aquela veemencia, a tua tentativa de trazer teorias insustentaveis, ao "centro de accao"!!

Me desculpem a extensao do meu comentario, mas quero terminar com uma proposta "desafiadora"!!

Falou-se aqui acima de CONVICCOES para simpatizar ou defender um determinado partido!!
Qualquer "debate", meretorio desse nome, e' feito por duas partes, que defendem os seus argumentos ou hipoteses!! Uma faz a "proposta afirmativa" e a outra, a "proposta negativa"!!

O meu "desafio" e' que, o Muthisse e a sua "entourage", apresente aqui as suas "conviccoes" que o fazem ser membro, simpatizante e defensor acerrimo da Frelimo e eu, e quem me quiser seguir, apresentemos as nossas, defendendo que a Frelimo e as suas politicas, nao sao o que MOCAMBIQUE precisa para se desenvolver (a todos os niveis)!!

O "debate" agora comeca!!

Um bom fim de semana a todos!!

JOSÉ disse...

Shir, ainda estou digerindo esta deliciosa refeição.

Toda esta animosidade para com o MDM não faz sentido, é evidente que este Partido tem suficiente apoio para ocupar um espaço politico. Infelizmente alguns moçambicanos ainda não compreenderam que a diversidade é um factor que enriquece qualquer sociedade e que os que pensam de modo diferente não são inimigos.

Desde a sua génese o MDM tem sido alvo de ataques torpes e venenosos. Todos conhecemos a treta da auto-vitimização e a vil calúnia de que o MDM é controlado por estrangeiros. Ainda há dias um espertalhão comentou num blog que o MDM tinha patrões brancos. Este tipo de ataques virulentos frequentemente tem origem em pessoas cultas que deviam ter a obrigação de respeitar ideias divergentes.

A razão destes ataques talvez se encontre no facto de que uma geração de moçambicanos cresceu junto ao altar do monopartidarismo, alimentada pelo discurso demagógico de que quem tem ideias diferentes não pode ser patriota e de que por razões históricas um Partido tem o direito de se manter no Poder. É neste contexto que se insiste na partidarização da sociedade que resulta em toda esta intolerancia.

Moçambique tem um grande déficit democrático, muitos dirigentes ainda não acreditam na democracia plena e muito menos na alternancia política. A ambição declarada de muitos frelimistas é reduzir a Oposição à insignificancia, propalando a ideia de que a Oposição não tem apoio popular. Para atingirem os seus fins alguns recorrem à violência e manipulação eleitoral.

Resumidamente, este mal estar revela que o MDM incomoda mesmo e que há pessoas que ainda receiam a mudança e querem a todo o custo manter o status quo prevalente.

Abraço forte!

Orlando disse...

Fica claro que a Frelimo ainda não está preparada para ficar na oposição, na Assembleia da República, e o país ter um Presidente da República que não seja seu membro. Mas, infelizmente, muitos moçambicanos hoje já não se revêm na Frelimo. E recentemente Chipande, Matsinhe, e Sergio Vieira vieram alargar essas distâncias.
Por exemplo, quando se colocam perguntas aos dirigentes da Frelimo sobre o visível e inaceitável fosso em termos de dirigentes do Governo e outros orgãos de soberania, entre os moçambicanos do Norte e do Centro, com os do Sul, eles aparecem a defender coisas tão banais, absurdas, vagas, e irritantes de que os cargos são confiados “a Moçambicanos competentes e de confiança” e não a individuos “desta ou daquela origem”. Perante um absurdo como este, até mesmo Oliveira Salazar ou Marcello Caetano teriam razão quando diziam que só nomeavam “Portugueses”. Sobre esta matéria, há uns meses, um sociologo bem suspeito quis nos pôr areia dos olhos, com alegadas teorias e argumentos.
Portanto, avancemos. Os ataques das feras mostram que existimos, temos valor e somos uma ameaca. Afinal as ondas sao sempre maiores na costa. Isso para dizer que estamos quase a atingir a espinha dorsal dos nosso novos colonizadores.
Orlando (Zambeziano)

Eurico Dzivane disse...

Ói Júlio Mutisse,

Sinto-me orgulhoso por ti - espero que não me chames por lambe-botas! Orgulho-me de ti por causa da maneira como pensas; como vês as coisas, a julgar pelas tuas perguntas.

Entretanto, acho que a atribuição de rótulos, como algumas pessoas (incluindo tu) fazem, não é saudável intelectualmente.

Com efeito, se estou de acordo contigo, não devo admitir isso, sob o risco de ser rotulado "lambe-botas". Esta palavra parece-se com "matreco" que tem um significado fugidio e manipulável. ...Lambe-botas é pior que nós, mas, quando melhora e se iguala a nós, passa a ser o nosso lambe-botas...

De modo semelhante, não acho saudável intelectualmente estar-se nos extremos. Por exemplo, Moçambique retratado por Mano Azagaia, por quem tenho grande admiração, e por Mc Roger são diferentes, se não opostos. Algumas pessoas consideram Mc Roger lambe-bota e Azagaia retratista do Moçambique real. Acho isso um vicio de pensamento. Pois, os dois retratam partes diferentes deste Moçambique com facetas diversas.

Em relação ao MDM, esperava que tirasse mais sono aos seus opositores do que está fazendo agora - se é verdade que está tirando sono àlguém. Esperava um MDM mais organizada do que me aparenta.

Viva a razão e abaixo rótulos atrevidos e insultuosos!

Júlio Mutisse disse...

Shir, a sua postagem devolveu me o Jonathan lucido. Aquele que mesmo sem concordar com ele eh agradel dialogar com ele. Andou sumido levado pelas paixoes que, se calhar, o momento politico nacional provoca. Entendo. Eh dificil nao se apaixonar qnd se esta neste meio.
Orlando. Nao tome o sul por Maputo cidade e provincia. Nao veja gaza pelos lindos retratos do Bilene e Chidenguele. Nao veja Inhambane pelas lindas praias so. Ha pobreza neste pais. Sabias que, dentro da provincia de Gaza eh possivel sair hoje de 1 distrito e so chegar dia seguinte a outro? Ja ouviste falar de Chigubo, Massangena Chicualacuala e da pobreza dai? Ja ouviu falar dapobreza em Inhambane? Informe se antes de insultar as gentes dai que tem tanta dificuldade como tanta outra em Mocambique. Repense o seu criterio de assimetria.
Jonathan voltarei a si o engarafamento na en1 terminou.

Orlando disse...

Oi Mutisse,
Eu nao disse k nao havia pobreza em Gaza ou em Inhambane. E nao insultei ninguem.
Olhe bem para as minhas afirmacoes. Mas vou comprender pois parace-me k estas ainda a conduzir e da para suspeitar k escreves do teu cell.

Júlio Mutisse disse...

Jonathan, boa dica essa de perguntar o que nos faz apoiar quem apoiamos.

Eu o faco nao pelos dogmas dos estatutos, especie de evangelho etc. Sao as accoes. E nesse plano a FRELIMO me representa, me satisfaz.

Exemplos? A forma como se esta a conduzir o ideal da atraccao de investimentos, tanto do ponto de vista legal desde a aprovacao da lei de investimentos, tanto do ponto de vista politico e institucional (BAUs, facilitacao procidimental etc)no sentido da criacao de empregos e captacao de receitas para o Estado atraves dos impostos tanto dos trabalhadores e dos empreendedores.

Educacao: a espansao da rede escolar que nos permite hoje (porque existem escolas) discutir a qualidade de ensino (brega, que se diga) eh uma realidade. Ha muito ainda por fazer. Mas o desiderato de escolarizar a maioria de nos tem alicerces. Agora precisamos de consolidar as coisas e no que existe potenciar qualidade.

Esta tudo feito? Nao. O sistema prisional eh uma lastima, bla bla bla. Mas ha bases. Os 7 bis por exemplo sao uma boa base para comecarmos a exercer cidadania decidindo o que eh viavel nas nossas comunidades. N achas?

Eurico Dzivane disse...

Ói Jonathan,

Algures no teu comentário, dizes "a rejeição da Frelimo e Renamo, juntas, na Beira [...]". Gostaria de saber se a base da tua tese são os resultados das eleições autárquicas passadas. Se sim, não me parece que tenha sido a Frelimo que foi rejeitada. O candidato da Frelimo sim em detrimento do candidato independente Daviz Simango. A Renamo é que foi duplamente rejeitada pela maioria. E sublinhe-se 'maioria' e não por (todos) moçambicanos.

De facto, concordo que foram eleições com cariz particular. Foram eleições nas quais um 'membro' da Frelimo, por exemplo, votou na Frelimo e no Daviz Simango. Eu gostei desta flexibilidade mas tenho dúvidas que volte a se repetir devido a prováveis intimidações.

Vamos ver, com o tempo, se "o vento soprará da Beira" para todo o país!

Força aí!

Shirangano disse...

Caro reflectindo,
No seu primeiro comentário tocas num aspecto bastante importante em relação a uma oposição forte e credível. Na minha opinião pessoal, creio que o país precisa de uma oposição suficientemente forte e organizada que possa abalar a hegemonia de certos partidos políticos que ate então são os protagonistas do cenário politico nacional.
Mas o que se tem verificado é que os tais partidos que se pretendem que sejam uma oposição forte e credível, para alem de prostituírem a politica, não têm estrutura. Creio também que os dois grandes partidos moçambicano de maneira algum querem um parido tão forte quanto eles, entretanto, não descarto a hipótese de haver uma tremenda tentativa de contar os pés de qualquer partido que se queira impor no cenário politico moçambicano.

Quanto as instituições do Estado, permita-me dizer que existem algumas que merecem a nossa confiança, ou seja, não são todos uma “treta” como dizes. Mas digo que existem varias que de facto estão totalmente partidarizadas.

Jonathan McCharty disse...

Caro Muthisse!

Obrigado pelas tuas "conviccoes", aqui apresentadas!

Focas 2 exemplos, por onde podemos partir:

1) ATRACCAO DE INVESTIMENTOS
Nenhum pais se pode considerar "independente", apenas por ostentar esse "estatuto", politicamente! Mais do que isso, essa "independencia" deve estar e sentir-se reflectida nas areas economicas e sociais! Falas muito bem da "lei de investimentos" que eu acho ser uma "boa lei"!!

Mas, a forma como a citas e' representativa abordagem que a Frelimo da' a esta tematica de "investimentos"!! Tu falaste de "atraccao" e nao de "criacao"!! Ou seja, quando voce fala de "investimento", nao esta' a pretender ou assumir que esse "investimento" seja "gerado" aqui, por Mocambicanos!! Esse investimento, vira' de fora, de estrangeiros, que se associarao a um grupo restricto, bem conectado, mas sem capital, nao lhe restando outra coisa, senao ser, um "empresario mendigo"!! Eu nao tenho nada contra os estrangeiros e acredito na fraternidade e cooperacao dos povos, desde que estejamos a falar de "reciprocidade de ganhos"! E, a minha percepcao de "reciprocidade de ganhos" e' que 90% das accoes, investimentos, lucros, iniciativas, neste territorio, devem ser detidos e gerados por Mocambicanos!! E, isso e' que se chama "soberania"! Soberania em Africa deve deixar de ser sinomino de "ter dirigentes negros"!! Porque, se tu fores a Portugal, Brasil, China, America, Japao, etc, quem controla os sectores da economia, sao os seus cidadaos nacionais!
E, Muthisse, a tua Frelimo nao tem nenhuma estrategia de empoderar os Mocambicanos, colectivamente!! Nao tem!! Vai la' verificar os impressos do CPI para atribuicao de beneficios fiscais, para constatares que se da' primazia ao estrangeiro, em detrimento do Mocambicano! Este, mesmo a nivel institucional, tem a sua posicao subalterna e mendiga, ja' bem definidas (ou estou a preparar uma postagem sobre isso)!! Em nenhum pais, voce encontra uma crueldade contra os seus proprios povos!!
No que concerne aos Balcoes de Atendimento Unico, tenho certeza que o Muthisse nunca deve ter conduzido um processo de criacao de uma empresa, nestes BAU, desde a obtencao de certidao negativa, ate' a obtencao de licenca para o exercicio da actividade, para testar a "eficiencia" destes BAU!! Os tempos de espera, continuam a rondar entre 2 a 4 meses!! A administracao publica, continua com os mesmos niveis desorganizacionais de outrora, com a unica diferenca de todos esses "burocratas ociosos" estarem concentrados no mesmo lugar!! E, vou te dar um exemplo paradoxal, em pleno secXXI:
"Para tu registares um empresa, precisas primeiro de ter conta bancaria! Para tu teres conta bancaria, precisas de ter os estatutos publicados no boletim da republica e NUIT. E, voce nao pode ter o NUIT, se nao tiver os estatutos publicados!" Isto nao e' conversa de 1989! E' como funcionam as coisas hoje, com os BAU!!

Jonathan McCharty disse...

2) EDUCACAO
Este e' um territorio que julgo fundamental para as aspiracoes desta nacao!! Este e' um sector em que nao nos devemos contentar em dizer que "falta muita coisa, mas estamos no caminho certo"!! Nao pode, Muthisse!! Aqui, nao deve haver campo para desculpas, porque, tudo que nos quisermos a medio e longo prazos, esta' ancorado na EDUCACAO!!

Fazes mencao a infraestruturas e expansao da rede escolar! Tudo, muito bem!! Mas e' preciso perceberes, "como construimos escolas e hospitais"? As obras que tem sido construidas, sao resultado da emprestimos, doacoes e ajuda internacional!! Esses meios sao bem vindos, mas temos que saber capitaliza-los, para que, por nossas maos e nossos recursos, possamos a medio prazo, construir as nossas proprias escolas, quando a ajuda nao estiver la'!!
O Muthisse acha mesmo que podemos nos convencer que isso esteja a acontecer!?! Eu vejo com muita apreensao, o facto de um numero cada vez maior de pais, aparecer nas paginas de opiniao de jornais "patrioticos" como o "Noticias", a reclamarem que tiveram que mandar os seus filhos voltar de classe porque, nem sequer ler ou escrever sabiam, com os niveis escolares que ostentavam!! Quer dizer, nao se esta' a formar massa critica!! Estamos a aumentar o numero de ovelhas, para dizermos que a taxa de analfabetismo reduziu!! Mas esse nao e' o objectivo primeiro da Educacao!!
DE ti, Muthisse, eu gostaria de ouvir suas opinioes sobre as "passagens automaticas", "professores formados com 10 classe", "construcao de escolas sem equipamentos", "construcao de escolas sem casa para professores", "eventos confirmados pelo MEC da desistencia anual de mais de 3000 professores"!!
E, se tiveres tempo, que leias estes textos sobre a educacao em mocambique, aqui

Um abraco

Jonathan McCharty disse...

Oi Eurico,

A minha alusao e' sim relativa as eleicoes passadas na Beira!
Mocambique e' um pais com "regime presidencialista"!! Quem manda e' o presidente, por isso e' que essa eleicao (do presidente) e' que e' a mais importante!! A Frelimo e a Renamo, juntas, foram derrotadas porque nao conseguiram o "bolo maior"!!

A ansia de mudanca, esta' enraizada neste povo!! As ameacas ou intimidacoes, como Chipande acaba de proferir na Beira, e' uma tentativa desesperada de assustar o eleitorado e faze-lo acreditar que "nada vai mudar"!! A Frelimo esta' a lutar para que haja um numero recorde de abstencoes!! Mas, ela se engana redondamente, porque o povo sabe que a unica arma que detem, e' o voto!! No entanto, vai ser necessario um controlo aguerrido e fiscalizacao sem treguas, das mesas de voto!!
Eu, pelo menos, nao me admiraria que tivessemos "surpresas" nestas eleicoes!

Abraco

Shirangano disse...

Nini, meu bem,
Não vou sair a dizer quais sãos os medicamentos necessários senão posso levar muita gente a cometer erros, uma vez que sou leigo na matéria. Deixo esse trabalho para os especialistas, pois eles mais do que ninguém sabem perfeitamente como resolver esse problema.(hehehe)

Quanto ao MDM estar a causar desconforto, é o que também acho estar acontecer à medida que caminhamos para o grande dia, 29 de Outubro. Aguardemos então por essa tal revolução politica.
Beijos!

Shirangano disse...

Caro PC,
O papel dos media, em todas as vertentes, nesses acontecimentos tenho de reconhecer, com muita dor e sofrimento, é sobremaneira lamentável. Algumas noticias chegam a ser completamente um texto de opinião. Concordo contigo, de facto eles devem assumir as suas posições antes de fazer o povo engolir certas informações e dar como verdadeiras. Isso reflecte que falta o código deontológico do jornalistas em algumas redacções, se calhar existem, apenas é ignorado para satisfazer interesses instalados.

Julio Mutisse disse...

Meu amigo, assim até anima.

Nós (eu incluído) negativamos muito a expressão "atracção de investimentos"; olhámo-la de fora para dentro, isto é, como chamamento ao estrangeiro. É ou não possível atrair investimentos internamente? Eu acho que é.

É um facto que temos que trabalhar mais e mais para termos mais moçambicanos a investirem. É um facto que muitos investimentos aprovados pelo CPI envolvem estrangeiros. Mas não é menos verdade que há cada vez mais moçambicanos a investirem aproveitando os benefícios da "boa lei" de investimentos que temos.

O facto de termos poucos projectos aprovados pelo CPI envolvendo moçambicanos em minha opinião, e no que me é dado a constatar no dia a dia de trabalho, não se deve a má política nem se deve à falta de investimento por parte dos moçambicanos. Me parece, em muitos casos, mero desconhecimento dos benefícios de ter o projecto de investimento devidamente aprovado. Mas isso é outra coisa meu caro.

Concordo consigo que temos que ser nós a dominarmos os sectores mais diversos da nossa economia mas, convirá comigo, é um processo.

Não me parece que seja verdadeira a sua acepção de que a FRELIMO não tem "nenhuma estrategia de empoderar os Moçambicanos, colectivamente." Embora necessite de maior clarificação, consolidação, criterialização, regulamentação etc, me parece que os 7 milhões alocados aos distritos vão nesse sentido de empoderamento dos moçambicanos, tornando-os donos do seu destino e com "expressão através dos conselhos consultivos, órgãos que aprimoram a sua capacidade de avaliar prioridades e viabilidade e sustentabilidade de projectos a financiar. Neste exercício de debate e de avaliação, estes fóruns projectam-se como escolas de construção de consensos pois o consenso é essencial para se seleccionarem alguns projectos a partir de uma lista relativamente extensa" como diz AEG no seu blog. Reitero que os 7 milhões constituem uma ideia excelente que precisa ser consolidada para que, na prática, sirva o desiderato de empoderar os moçambicanos.

Os Balcões de atendimento único, de facto, AINDA não servem para muito. MAs, não é difícil de reconhecer que, só a sua criação revela o interesse em facilitar a vida aos moçambicanos. É algo novo que precisa ser consolidado; é algo que requer uma reflexão dos diversos sectores abrangidos de modo a que haja maior interacção entre eles e estes órgãos cumpram o seu papel e sejam verdadeiros facilitadores para os cidadãos.

O cenário que apresenas da abertura de contas é catastrófico. a ser assim nenhuma empresa seria criada já que as acções que se precedem anular-se-iam por si. OS bancos abrem contas bancárias que só são movimentáveis depois da conclusão do processo de constituição da empresa (com a publicação dos estatutos no BR e outros detalhes acautelados).

É evidente que há que diminuir o tempo de espera mas, quem acompanha (como eu por motivos profissionais) o desempenho de diversas instituições (imprensa, registos, finanças, INSS etc) sabe que estas coisas estão a melhorar.

Julio Mutisse disse...

Educação:

Lembro-me de um slogan dos meus tempos de criança: "façamos da escola a base para o povo tomar o poder". A educação é fundamental até para o próprio ideal de cidadania. Não podemos ser cidadãos interventivos se não conhecermos uma série de coisas que a educação escolar nos pode "elucidar".

Por isso a escola é fundamental. Isso é indiscutível.

Assusta-me saber que há quem chegue a 4ª sem saber ler nem escrever. Mas, para mim isso tem diversas razões.

É verdade que a qualidade do nosso ensino não é a que todos desejaríamos. Mas é igualmente verdade que, devido a deficiente percepção destas coisas de progressões automáticas, muitos pais se demitiram do acompanhamento dos seus filhos no processo educativo escolar. Já ouvi numa reunião de pais e encarregados de educação um pai dizer "se não se chumba" perante o apelo da professora no sentido de se prestar mais atenção aos miúdos e a participação que os pais devem ter neste processo.

Mas porque é assim? Houve, em minha opinião, deficiência na forma como esta questão das progressões automáticas foi dada a conhecer à comunidade. Mas também Jonathan o insucesso escolar não pode ser apenas e só achacado aos professores e ao sistema. Nós pais e encarregados de educação temos a nossa culpa em tudo isso. Não acompanhamos os nossos filhos deixamos (mesmo conhecendo a deficiência de muitas cosas) a missão educativa só e só com o Estado que também tem as suas dificuldades.

Onde, como como pais, estamos quando durante um ano o nosso filho ou educando não mostra sinais de poder saber ler ou escrever?

Tenho 2 filhas que estudam em escolas públicas; as mesmas que têm crianças na quinta e ou sexta sem saberem ler ou escrever. 1 está na quinta e escreve muito bem; a mais nova está na 1ª lê e escreve. Olha que estão nas mesmas escolas públicas e em turmas onde outros não pescam nada. Portanto, o problema não pode ser só visto do lado da escola. Há muita responsabilidade da nossa parte que preferimos escamotear.

Concordo consigo, não podemos nos dar por satisfeitos só com a expansão mas esta já é por si algo de positivo que devemos mencionar. Há coisas que tem que ser atacadas: formação de professores, equipamento escolar, qualidade de ensino, diminuição do número de alunos por professor etc.

Julio Mutisse disse...

Meu amigo. Ainda estou a espera das razões porque apoias quem apoias. Eu dei te 2 exemplos do que me faz apoiar a FRELIMO e temos dialogado em torno disso. Espero as suas motivações conviccionais.

Shirangano disse...

Caro Egídio,
Kanimambo pela força!
De facto é imperioso estarmos atento ao debate e fazermos desta esfera um lugar para salutares debates, troca de experiências e transmissão de conhecimentos.
Um abraço!

Jonathan McCharty disse...

Caro Muthisse!

1) ATRACCAO DE INVESTIMENTOS
Concordo contigo que alguns bancos "congelam" as contas ate' que toda a documentacao seja regularizada! Mas, esse "procedimento" nao e' "oficial"! Nao aparece escrito em parte alguma!! Os Bancos fazem isso, como se de um favor se tratasse, que, nao raras vezes, deve ser "devidamente agradecido"!! Se nos conhecemos o processo e todas as suas fases, porque nao o "sincronizamos", para que tudo ocorra de maneira suave, mas saibamos sempre que estamos dentro das normas e da lei!! Em paises como as Mauricias, voce pode ter uma empresa em 4 dias!! Porque e' que em Mocambique, a administracao publica precisa de ser tao pesada?? E, num pais que precisa praticamente de tudo!

Tu, como servidor publico, precisas de influenciar as coisas para que o cidadao tenha os servicos em tempo!! Nao podes andar feliz apenas por ir recolher perdiems a Niassa, hehe!! (esta foi para te provocar)!

Quanto a "empoderar os Mocambicanos" e a tua unica alusao aos 7 milhoes, apresento as minhas posicoes "aqui" e "aqui"

Abraco

Shirangano disse...

Cara Maria Helena,
“O seu primeiro parágrafo parece escrito por mim, pois é exactamente o que sempre venho afirmando”.
Isto é prova de que existem pessoas que também pensam/sentem e vêem a realidade tal como tu. Será coincidência? Creio que não, pois a realidade é tão real e que basta ser homem, mulher em seu juízo para subscrever.
Concordo também que devemos respeitar os comentários dos outros independentemente das suas posições ou convicções.
Muito obrigado pela força!

Jonathan McCharty disse...

2) EDUCACAO

Esta e' uma area social, que deve ser "assegurada" pelo governo! Para isso e' que pagamos os impostos!! E, eu pago muitos impostos e por isso, me preocupo imenso com a sua aplicacao!! Assegurar significa, providenciar esses servicos e garantir que os seus propositos sejam atingidos!!

Dito isto, de forma alguma estou a imiscuir os pais e encarregados de educacao, das suas responsabilidades "complementares"!! Mocambique tem 53% de analfabetos!! Muthisse e sua esposa, sao parte dos "abencoados 2%" que teem a graca de completar o ensino universitario!! Por isso, voces podem ser efectivos a monitorar e influenciar a aprendizagem das vossas pequenas! Mas, o campones ou a mukherista, nao tem essas faculdades! Esse cenario acresce as responsabilidades do Estado, para que as politicas educacionais que desenha e manda implementar, sejam de facto efectivas para a aprendizagem!!
E, o Muthisse acha que o MEC tem cumprido com esses pressupostos??

Jonathan McCharty disse...

Hehehe, Muthisse!

Ao contrapor os teus argumentos, eu penso estar a mostrar as minhas conviccoes!! Tu estas a apresentar a "proposta afirmativa" e eu "a negativa"!! E, veja que estamos a falar apenas de 2 pontos, por ti escolhidos: Investimentos e Educacao!!

Dei-te essa liberdade porque, se quiseres que seja eu a escolher os pontos de discussao, podes ter a certeza que vais ter uma "frigideira com oleo bem quente", hehe!!

Se achares que estamos terminados sobre os pontos acima referidos e que, nao queres escolher outras das tuas "conviccoes" para dialogarmos, e' so' me dar um sinal!!

Eu terei todo o prazer de trazer as minhas batatas para aqui fritarmos!!

Abraco

Shirangano disse...

Caro Mutisse,
Não percebi quando dizes “Shir, parabens a todos os lucidos que, por acaso, nao sao frelimistas. Que Deus os de longa vida e que a lucidez nao desvaneca. Mas por favor, respeitem a minha falta de lucidez que eh auto induzida e nao me chamem nomes mesmo que isso se confunda com estilo de escrita.”

Será a propósito de eu ter afirmado “Mas digo, é a realidade do pais, ou melhor, a realidade mais real que é invisível aos olhos de gente que não quer ver, mesmo que o facto tenha lugar dentro da sua casa.”?

Parece-me que se sentiu tocando onde afirmo “é invisível aos olhos de gente que não quer ver, mesmo que o facto tenha lugar dentro da sua própria casa”. Porventura negas que possam existir pessoas que ignoram factos que tenham ocorrido debaixo dos seus narizes?
Atenção! Eu não diz que, caro Mutisse, era despojado de lucidez.

Shirangano disse...

Caro Jonathan,
Sempre procurei ser o que sou. E várias vezes tenho dito que assumo-me um cidadão em busca de formas libertadoras de expressar a minha moçambicanidade através de questionamento. E é isso que todo o moçambicano, independentemente dos interesses que defendem, deve subscrever. Mas infelizmente tenta-se escamotear certos factos que nos deparamos no nosso dia-a-dia.

O povo da cidade da Beira já deu basta prova de que é um povo que não embarca em tudo que lhe dado a consumir. O povo tem consciência do que é justiça e injustiça e por essa razão não poupa esforço em pôr a nu esses males que grassam a sociedade.

O povo em geral ainda vive sem discernimento e despojado de consciência crítica, urge um desenvolvimento tanto espiritual como intelectual de modo que o povo passe a ser protagonista e não súbdito/ vassalo para o resto da sua vida.

Shirangano disse...

Caro José,
Evidentemente que esta animosidade para com o MDM, assim como para qualquer outro partido político, não faz sentido, pois vivemos num Estado onde todos os indivíduos, todas as forças politicas devem gozar do mesmo tratamento.

Obviamente que ninguém é obrigado a apoiar um determinado partido, mas isso não nos dão o direito de lançarmos ataques venenosos e até levantar um teoria de conspiração.

Podemos interpretar isso como medo exacerbado de uma provável mudança. As pessoas devem começar a se habituarem que Moçambique não pertence a um punhado de gente, mas sim a todos os moçambicanos que dia e noite lutam em diversas frente para o bem-estar do país.
Um abraço!

Júlio Mutisse disse...

Shir, a parte que não percebeste deriva desta sua afirmação: "Geralmente alguns acabam por se tornar apoiantes fervorosos. Mas posso dizer que são oposto, especificamente, repito, especificamente os partidariamente descomprometidos (se concordares que existem), pois estes não se deixam mover por amor partidário que cega e torna hipócrita, apenas vêem a realidade como ser humanos, comovem-se, emocionam-se e emitem a sua opinião com base nisso" exactamente por não acreditar no descompromisso partidário principalmente se tomarmos em conta a "lucidez" com que rotulam os pró FRELIMO.

Júlio Mutisse disse...

Jonathan, sugira um tema se é que acha que estamos esgotados e entendidos nos que abordamos antes.

Reflectindo disse...

Caros

1. Depois do feedback do Shir ao meu primeiro comentário, sinto-me obrigado a pedir desculpas aos leitores por eu ter engolido algumas palavras escrevendo apenas: "A história de instituições do Estado é uma treta". Eu queria dizer: "A história de que as queixas do MDM e outros partidos são vistos como forma de querer-se desacreditar as Instituições do Estado, é uma treta." A seguir expliquei falando do historial dos atacantes. Desde Março último nunca deixaram de atacar e adjectivar ao MDM e aos membros deste partido, isto por um lado. É só verem que a expressão "o MDM é partido de interesses externos" está cheia em muitos sites. E saibam que durante a campanha, na Zambézia, andam a propagar isso mesmo: O MDM é um partido com interesses externos, é para trazer de volta os colonos.

2. Não há quem possa me convencer que empreende esforço para conquistar crédito às instituições do Estado, escamoteando a verdade quanto ao abuso dessas instituições e os seus bens. Para mim, só aquele que combate energicamente aos abusos, é quem sonha com umas instituições fortes. Porém, admito que a questão de diferentes visões e percepção se deva ao não referirmos de que regime político estamos a falar. Eu falo de regime democrático.

3. A minha percepção nesta discussão é que houve esforço por parte de alguns em esquivar o título "Um bicho papão chamado MDM". Não quiseram dizer abertamente que estão a ver o MDM como um papão, mas continuam a exprimir isso noutros cantos.

4. Mesmo na discussão sobre convicção partidária há o que não se responde. Como é que eu posso saber quantos e quais membros das direcções de escolas, chefes dos postos de saúde, professores, enfermeiros, em suma funcionários públicos têm o cartão de membro da Frelimo por convicção? Como é que um consultor de sucesso com cartão da Frelimo pode me convencer que é por suas capacidades se outro é muitas vezes preterido por ser da oposição? Como é que podem me convencer que os directores das instituições públicas são os mais competentes se sabemos que a condição para a promoção é ser membro da Frelimo? Porquê tentar-se negar o que o Shir escreveu "procura de pão ou defesa do que tem" se sabemos que mesmo para fazer comercío privado com sucesso é preciso ter cartão de membro? Todos os moçambicanos têm as mesmas possibilidades como está consagrado na Constituição da República? Vamos discutir.

5. Eu quero contribuir num partido que acredita na justiça social, que acredita num Moçambique onde todos têm as mesmas possibilidades e oportunidades, onde há solidariedade, onde há segurança, mas também se respeita libertade e não onde se construem castas sociais, onde o governante presta contas ao povo, isto entre o muito que sonho.

Jonathan McCharty disse...

O que me faz nao acreditar nesta Frelimo:

1) JUSTICA E CORRUPCAO
Nenhum pais pode avancar, se o sistema justicial nao for independente, coisa q duvido que alguem acredite, tenhamos aqui em Mocambique! Exemplos, superabundam por ai! A nossa justica "tem olhos"!
Porque e' que bancos, como o Austral e o BCM, dilacerados por gente bem conhecida da nomenklatura, nao tem nenhum deles condenados? Eliminaram aquele jovem integro que quis arrumar as contas, e hoje, volvidos 8 anos, continuam a contar estorias!
Chipande, um dos "patriarcas" mais vocais ultimamente, tem, dentre outros, o seu nome estampado nos relatorios do TA, por causa de dividas avultadas ao tesouro publico! Nesta campanha, violenta como nunca, vemos membros da oposicao presos porque rasgaram cartazaes da frelimo, mas aqueles filhos de autarcas que destruiram sedes e agrediram pessoas em Chokwe ou Manhica, andam impunemente! Manhenje e o PCA dos Aeroportos (e teremos ocasiao para vir rever estes comentarios) serao ilibados em Novembro!
Como corolario desta situacao, vemos uma reputada e das mais intransigentes magistradas para com o crime e corrupcao, ser negada um assento no Conselho Constitucional!
Este nao e' o Mocambique que quero!

2) PROFISSIONALIZACAO DO ESTADO E ABUSO DO PODER PUBLICO
O MARP referiu que apenas 13% dos funcionarios do Estado estao ali por competencia profissional. O resto sao "nepotes"! oS BENS DO eSTADO, INCLUINDO SEUS RECURSOS HUMANOS, sao usados e abusados a toda a hora! Meus impostos nao sao para comprar bandeiras e camisetes de nenhum partido!! Houve uma lei para regular estas coisas, que foi recentemente rejeitada! Hoje temos viaturas, instalacoes, etc, do Estado, serem usadas para fins partidarios!! Alguem poe o guiso ao gato?? Certamente que nao!!

Quer dizer, nos temos um pais, que e' um comboio a andar fora dos carris! E, ha evidencia de se querer que tudo continue na mesma!! Admiro "conviccoes" que defendam estas realidades!!

Júlio Mutisse disse...

Brother Reflectindo,

Um dos ministérios para o qual tiro o chapéu pelas realizações em pouco mais de 3 anos é o da Função Pública. Estão lançadas as bases para que as reclamações que todos os funcionários públicos (todos mesmo) vinham fazendo comecem, paulatinamente, a passar para história. Se acompanha de facto as coisas em Moçambique, de certeza que saberá, que foram criadas bases para que os processos de progressões na carreira e outros direitos dos funcionários públicos sejam efectivamente observados com critérios que reputo objectivos o que, de certeza, afastará o receio que V.Excias de só progredirem os frelimistas.

Eu não sou a favor de falcatruas, sejam elas quais forem, sejam nos sector público ou privado. O que acho e defendo é que combatamos as falcatruas e não as instituições. E precisamos deixar de achacar a todos os erros de um ou alguns; precisamos de deixar de pensar que tudo que é erro é politicamente e frelisticamente motivado; precisamos assumir que as instituições são "movidas" por pessoas e como tal são falíveis etc.

That´s my point.

Júlio Mutisse disse...

Amigo Jonathan,

Há muito caminho por percorrer para que o ideal de Estado que todos temos se concretize; há muito caminho para percorrer para eliminar de vez os resquícios dos primeiros anos de independência. Os passos estão a ser dados e devem ser dados por todos: Governo, Sociedade etc.

Já disseste o que NÂO TE FAZ APOIAR/ACREDITAR na FRELIMO. Quero saber o que te faz acreditar no MDM.

PS: amigo Reflectindo, acredite que há muitos militantes da frelimo que o fazem por convicção. Repare que pensar em cargos ministeriáveis é para nós urbanos ou urbanizados. O grosso dos membros da Frelimo estão espalhados por este Moçambique e acreditam no partido que sempre fez algo por eles e faz sempre algo.

Desconfia de quem te diz que muitos de nós apoiamos a espera de tachos... prato de soupa... Já temos bifes...

Jonathan McCharty disse...

Muthisse!

Eu esperava ouvir de ti que a justica mocambicana esta' de boa saude, que nao ha' corrupcao e que existe vontade politica para que as instituicoes de direito sejam, de facto, funcionais!!

Em contrapartida, dizes apenas que "devemos todos contribuir para que as coisas melhorem"!! Tudo bem! Mas, nao se deve responsabilidades a sociedade, quando leis existem para serem cumpridas e quem de direito nao move palha!!
Vontade politica e' crucial a estas coisas e, muita evidencia ha', que ela nao existe!!

O Muthisse que e' membro com contas pagas e em dia, onde expressa a sua voz? Onde apresenta as suas ideias??

Quando Chipande manda passear a Democracia ou quando diz que pode enriquecer ilicitamente, ele esta' a falar por ti?? As tuas "conviccoes" se veem reflectidas naqueles pronunciamentos?

Nas coisas que temos estado aqui a discutir, eu nao preciso escrever MDM em letras garrafais, para mostrar o meu apoio a este partido de gente jovem e determinada! O MDM surge como uma alternativa credivel que vem abanar o regime, cujas falhas graudas, temos estado aqui a apontar! Este e' um partido onde as ideias sobre os problemas do pais, sao ferventemente discutidas! A vontade politica e a plataforma de dialogo sao uma realidade!!

O Muthisse pode dizer o mesmo?? Eu vejo muita gente do seu partido, pretender tapar o sol com a peneira, negar com todos os dentes que determinado problema existe!! Se o problema nao existe, como o irao resolver??

Quando o MDM tomar o poder, nos estaremos aqui, discutindo o pais, como agora fazemos!! Nao vamos admitir que novos Chipandes ou Matsinhes aparecam a dizer besteiras e ficarmos, cumplicemente, calados!!

Portanto, mais do que construir uma escola ou hospital com dinheiro dos outros, tem mais valor agregado, uma plataforma de discussao dos problemas do pais e, fundamentalmente, vontade politica de abarcar essas sensibilidades e partir para a accao!! MUDAR!!

Júlio Mutisse disse...

Jonathan, seja positivo diga o que te faz apoiar o mdm ou, para falar do mdm tens que falar dos defeitos da frelimo? Eh, a frelimo, esse pocco de defeitos que erra em tudo e nao acerta em nada?

Diga me o que te faz apoiar o mdm. Devo perceber que o mdm se reproduz nos erros da frelimo?

A justica esta uma lastima meu caro. As vias de acesso tem que ser melhoradas, a seguranca publica reforcada, combater a corrupcao etc.

Eh esse papel do Governo so? Nao. Eh de todos. Nos circulos onde andamos temos que dizer qual deve ser o contributo de todos e cada um para melhorar as coisas, salvo se achar que o tempo do Estado papa que da tudo deve ser restaurado.

Jonathan McCharty disse...

Muthisse!!

Fiz-te umas perguntas simples, que nao vejo qualquer resposta tua!

Quando me refiro a "plataformas internas de debate", predisposicao politica para olhar para os problemas como eles realmente sao e, a partir dai, abarcar as diversas sensibilidades, como ponto de partida para a mitigacao dos diversos males que afectam o nosso pais, estou a apresentar-te uma das grandes virtudes do MDM!!

Porque se a tua voz ou tuas ideias nao podem ser expressas ou ouvidas, porque tais "plataformas de dialogo" nao existem, qual sera' a tua influencia para que os diversos cenarios que o Muthisse concorda que nao vao bem, se alterem??

Por isso te perguntei se te revias nos pronunciamentos dos lideres do teu partido!! Porque, se nao existe dialogo dentro dum partido e as pessoas so' estao la' para dizer "oyeeeh", qualquer que seja o "manifesto" colorido ou nao, nunca tera' impacto!!

E, falando em "manifestos", julgo importante realcar aqui as abordagens inovadoras trazidas pelo MDM! Um cometimento realista para o problema de habitacao, emprego e infraestruturas publicas! Depois deste partido ter apresentado no seu manifesto a construcao de uma linha ferrea a ligar o pais de norte a sul, todo o mundo agora fala de linhas ferreas!! Depois de se comprometer com os anseios da juventude, agora todo o mundo "adora" a juventude! A organizacao do sistema nacional de saude, entre outros, sao pontos que nunca ninguem tinha levantado!

Isso mostra que o partido no poder, tem andado desatento para os reais problemas do pais!! Estao dia e noite concentrados em se manter no poder!! As accoes que deveriam levar o eleitorado a legitimar esse poder, nao interessam!!

Em momento algum, defendo que o Governo deve fazer tudo! Mas esse Governo, tem responsabilidades que nao deve ignorar, apelando para a intervencao da sociedade! Se Chipande nao devolve os dinheiros do tesouro e a PGR nao actua, apesar das inumeras chamadas de atencao pelos media, CIP, etc, o que e' que eu devo fazer?? Se Aires Ali nao quer se sentar e rever as suas passagens automaticas, pese embora as evidencias claras do falhanco dessas medidas e inumeros debatidos, inclusive havidos aqui na blogsfera, o que eu devo fazer??

Para mim esta' claro que nao existe "vontade politica" para olhar objectivamente para os problemas do pais e resolve-los com solucoes nacionais! Nunca houve deficit the sugestoes ou propostas!

E' isso que as tuas respostas laconicas me fazem entender!!

Entao, so' um louco e' que pode estar aqui a querer continuar a bater a cabeca na rocha!! Com estas evidencias de que, de facto, este pessoal nao consegue fazer melhor, vamos apostar noutra gente, com ideias frescas!! Vamos dar as nossas contribuicoes (como fazemos hoje para os outros que nao nos ouvem), com vista a desenvolvermos esta nacao!!

E' assim, como as nacoes avancam e se desenvolvem!! E, e' salutar que numero consideravel de Mocambicanos, esteja crescentemente a pensar nestes termos!!

A REVOLUCAO E' HOJE!!
A REVOLUCAO NAO VAI SER ADIADA!!

Antonio Antique disse...

Nao me consta que haja alguma posição meramente rigida em relação a qualquer um dos partidos políticos Moçambicanos. o facto de o julio ser da Frelimo, não significa, de maneira alguma, que não tenha aspectos com os quais não concorde. o Facto de shirangano ser do Mdm igualmente nao o coibe de assumir as falhas do Mdm, sendo este aspecto extensivo à membros de outros partidos.
Não é correcto vincular uma afirmação do Cidadão Alberto Chipande numa estacao televisiva a uma informação oficial de uma organização, muito menos vincular um post dos desejos do Jonathan aqui expressos como um speech oficial do Mdm por exemplo.
Enquanto uns considerãm o mdm um bicho papão e outros o consideram um bicho babão, eu continuo a pensar que ainda há um longo caminho a percorrer para que haja pluralismo no seu verdadeiro sentido, o que origina mal entendidos e uma ma articulação da comunicacao politica nos principais partidos da oposição.

Shirangano disse...

Caro Antonio Antique,
Eh impressionante a conclusao que chegas, uma vez que eu nao te conheco e tu nao me conheces. Entretanto, gostaria de saber o que lhe leva a afirmar categoricamente que eu sou do MDM? Achas que eu nao seja membro do PIMO, Renamo, PLD ou PDD..?

Deixando isso de lado, acho que tens toda razao ao afirmares que o facto de pertencer a um partido nao significa que tenhamos que concordar com tudo. Tenho consciencia que isso, por um lado, eh bastante dificil, visto que poderemos ser conotados como individuos a mando do partido inimigo. Nao achas?

Júlio Mutisse disse...

António, plenamente de acordo. O mais importante não é reconhecermos que "o facto de o julio ser da Frelimo, não significa, de maneira alguma, que não tenha aspectos com os quais não concorde", o importante é que em cada momento que o Júlio não concorde diga que não concorda, fundamente porquê não concorda e apresente ideias para melhorar. Isso faria do Júlio um elemento útil a organização a que pertence e não um parasita. Este Júlio que assina este comentário tenta ser assim e continua útil ao seu partido; as pessoas sabem que podem contar sempre com ele.

Também acho que não é correcto vincular uma afirmação do Cidadão Alberto Chipande numa estacao televisiva a uma informação oficial de uma organização, muito menos vincular um post dos desejos do Jonathan aqui expressos como um speech oficial do Mdm por exemplo.

O problema é que, várias vezes, agimos dessa forma. Não devia ser assim.

Reflectindo disse...

O indivíduo que se faz passar pelo nome de António Antique é falsificador

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