Inesperadamente, este blogue na pessoa de Shirangano foi agraciado com o Prémio Lamniscata. Essa nomeação é sem dúvida muito prestigiante, a julgar pelas pessoas que me nomearam. Refiro-me as Vasikate, estas mulheres sensatas que têm desempenhado um papel insubstituível na bloguesfera
Agora, para não quebrar a corrente, é a minha vez de escolher os meus favoritos. Antes de nomeâ-los gostar de deixar claro os critérios que tecem o retalho da minha escolha, pois não pretendo manipular os leitores quanto aos nomeados. Não pretendo, de modo algum, dizer que eles e os seus respectivos blogues são exemplos acabados de uma mente de consciência crítica pura, e que toda gente deve concordar comigo e com eles. Mas, infelizmente quanto se trata de nomeações assiste-se frequentemente total ausência da neutralidade axiológica. Erradamente tenta-se demonstrar com argumentos-mentiras que os seus preconceitos, simpatia e amizade não influenciaram sobremaneira nas suas decisões/nomeações. Os critérios que se diz ter-se usado de maneira alguma se aplicam aos nomeados enquanto tais. Ouvir ou ler os argumentos com pensamento nos nomeados é puro fingimento. Convém as pessoas tirarem suas próprias conclusões a partir de uma análise crítica. Mas ninguém se deixei iludir.
Todos os critérios, sem excepção, usados para nomear uma determinada pessoa subjazem aspectos como a aproximação ou amizade e admiração ou simpatia. Estes sim são os primeiros critérios que consciente e inconscientemente são tomados em conta quando se pretende nomear qualquer pessoa seja em que área for. Na minha opinião a aproximação ou amizade e a admiração ou simpatia é base de toda a nomeação. E é com base nesses critérios que escolho os meus favoritos.
Creio que as vasikate me nomearam não apenas pela minha frontalidade, mas pela amizade e simpatia que levou tempo para amadurecer. Não olharam para minha proviniência. E isso me alegra bastante. Tento, ao meu jeito, ser livre e me desfazer de preconceitos - coisa que algumas pessoas não conseguem fazer. Repudiu o preconceito!
Numa atitude preconceituosa, certas pessoas talvez fiéis do Poder-Partido-Corruptos, travestidas de cidadãos-virtuais têm tido grande dificuldade de digerir a minha postura e chegam a dizer que sou do Oposição-Partido-Ignorantes travestido de blogger com a missão de defamar o Poder-Partido-Corruptos de turno.
Por alguma razão o Oposição-Partido-Ignorantes teve o seu embrião, e de certa maneira enraizamento, na cidade da Beira, mas isso não nos dá o direito de agirmos preconceituosamente em relação as pessoas que lá nasceram. Não existem de maneira alguma uma relação de causa-efeito entre o partido político e os indivíduos nascido naquela urbe. Ninguém é menos moçambicano pelo facto de ter nascido na Beira ou por ser do Oposição-Partido-Ignorantes. Mas para o vosso conhecimento eu não sou natural da cidade da Beira, mas sim de Quelimane, e não tenho vergonha por ter vivido durante seis anos na Beira assim como também não me envergonho de ter vivido em Nampula, Tete, e agora em Maputo. Pelo contrário, isso me orgulha, pois à mercê da profissão do meu pai tive o previlégio de conhecer Moçambique de lés-a-lés. Pude conhecer alguns distritos, localidades e postos administrativos, e consequentemente a realidade de alguns moçambicanos. Vi expressões mais crueis de falta de alimento, habitação condiga, dificuldades no acesso à educação e à saúde, vi meus conpatriotas em situações gravosas, enquanto eu tinha pão ao matabicho e ainda ia para escola que ficava na vila/cidade. Essa convivência-experiência foi um dos aspectos que moldou a minha maneira de ver a realidade.
Na sua demência e insensatez nem lhes passa pela cabeça, em algum momento, que eu seja um cidadão partidariamante descomprometido, mesmo que tenha vivido na cidade da Beira. Nem lhes passa pela cabeça que a minha postura reflecte inquietação, indignação ou repugnância em relação à inaceitável situação em que vive a maior parte dos moçambicanos empobrecidos por políticas ilusionistas sem misercórdia.
Obviamente, não sou Moises e muito menos o Salvador do povo, dos oprimidos, mas assumo-me um cidadão em busca de formas libertadoras de expressar a minha moçambicanidade através de questionamento. A atitude dessas pessoas representa o que de mais doentio há neste país. Não passa de uma patologia mental. Essas pessoas hipnotizadas e sem emoção erótica foram habituadas a ler textos trapaceados e deturpados de acordo com os ideais do Poder-Corrupto e são incapazes de dar sentido as suas vidas. Estão habituados a prestar vassalagem e de receberem ordens.
Os meus textos são densamente revolucionários, e não politicamente partidários como certas pessoas pensam. Nunca me deixarei usar por partido político algum para manipular e produzir pessoas subservientes, infantilizadas, sem liberdade e sempre ao serviço e na dependência de abutres fantasiados de partidos políticos.
Só não vê que não quer ver. Realidade obscena. Caricatura ou não, é assim que vejo a realidade: obscena. Vejo com olhos de compaixão, de um ser identificado com os excluídos, faço minhas as suas batalhas, e não vejo com olhos de fiéis-idólatras-de-partidos-políticos-sem-erecção. Dou mais visibilidade o que vejo através duma postura desconfiada feita de amor a pátria amada e os seus milhões de abraços. A minha postura é de um indivíduo com erecção e muita emoção erótica.
Continuarei com esta postura, combaterei estoicamente até ao sangue, não numa atitude altruísta de pura arrogância e estupidez, mas numa manifestação de ternura e afecto para quantas, quantos lêem os meus textos e se revêem neles. Acredito que também em algum momento as vasikate se revêem neles, e isso pode ter sido um dos motivos que as levou a escolherem-me. É com o mesmo sentimento, e não deixando de lado os critérios de aproximação ou amizade e admiração ou simpatia, que eu nomeio os seguintes blogues:
Agora, para não quebrar a corrente, é a minha vez de escolher os meus favoritos. Antes de nomeâ-los gostar de deixar claro os critérios que tecem o retalho da minha escolha, pois não pretendo manipular os leitores quanto aos nomeados. Não pretendo, de modo algum, dizer que eles e os seus respectivos blogues são exemplos acabados de uma mente de consciência crítica pura, e que toda gente deve concordar comigo e com eles. Mas, infelizmente quanto se trata de nomeações assiste-se frequentemente total ausência da neutralidade axiológica. Erradamente tenta-se demonstrar com argumentos-mentiras que os seus preconceitos, simpatia e amizade não influenciaram sobremaneira nas suas decisões/nomeações. Os critérios que se diz ter-se usado de maneira alguma se aplicam aos nomeados enquanto tais. Ouvir ou ler os argumentos com pensamento nos nomeados é puro fingimento. Convém as pessoas tirarem suas próprias conclusões a partir de uma análise crítica. Mas ninguém se deixei iludir.
Todos os critérios, sem excepção, usados para nomear uma determinada pessoa subjazem aspectos como a aproximação ou amizade e admiração ou simpatia. Estes sim são os primeiros critérios que consciente e inconscientemente são tomados em conta quando se pretende nomear qualquer pessoa seja em que área for. Na minha opinião a aproximação ou amizade e a admiração ou simpatia é base de toda a nomeação. E é com base nesses critérios que escolho os meus favoritos.
Creio que as vasikate me nomearam não apenas pela minha frontalidade, mas pela amizade e simpatia que levou tempo para amadurecer. Não olharam para minha proviniência. E isso me alegra bastante. Tento, ao meu jeito, ser livre e me desfazer de preconceitos - coisa que algumas pessoas não conseguem fazer. Repudiu o preconceito!
Numa atitude preconceituosa, certas pessoas talvez fiéis do Poder-Partido-Corruptos, travestidas de cidadãos-virtuais têm tido grande dificuldade de digerir a minha postura e chegam a dizer que sou do Oposição-Partido-Ignorantes travestido de blogger com a missão de defamar o Poder-Partido-Corruptos de turno.
Por alguma razão o Oposição-Partido-Ignorantes teve o seu embrião, e de certa maneira enraizamento, na cidade da Beira, mas isso não nos dá o direito de agirmos preconceituosamente em relação as pessoas que lá nasceram. Não existem de maneira alguma uma relação de causa-efeito entre o partido político e os indivíduos nascido naquela urbe. Ninguém é menos moçambicano pelo facto de ter nascido na Beira ou por ser do Oposição-Partido-Ignorantes. Mas para o vosso conhecimento eu não sou natural da cidade da Beira, mas sim de Quelimane, e não tenho vergonha por ter vivido durante seis anos na Beira assim como também não me envergonho de ter vivido em Nampula, Tete, e agora em Maputo. Pelo contrário, isso me orgulha, pois à mercê da profissão do meu pai tive o previlégio de conhecer Moçambique de lés-a-lés. Pude conhecer alguns distritos, localidades e postos administrativos, e consequentemente a realidade de alguns moçambicanos. Vi expressões mais crueis de falta de alimento, habitação condiga, dificuldades no acesso à educação e à saúde, vi meus conpatriotas em situações gravosas, enquanto eu tinha pão ao matabicho e ainda ia para escola que ficava na vila/cidade. Essa convivência-experiência foi um dos aspectos que moldou a minha maneira de ver a realidade.
Na sua demência e insensatez nem lhes passa pela cabeça, em algum momento, que eu seja um cidadão partidariamante descomprometido, mesmo que tenha vivido na cidade da Beira. Nem lhes passa pela cabeça que a minha postura reflecte inquietação, indignação ou repugnância em relação à inaceitável situação em que vive a maior parte dos moçambicanos empobrecidos por políticas ilusionistas sem misercórdia.
Obviamente, não sou Moises e muito menos o Salvador do povo, dos oprimidos, mas assumo-me um cidadão em busca de formas libertadoras de expressar a minha moçambicanidade através de questionamento. A atitude dessas pessoas representa o que de mais doentio há neste país. Não passa de uma patologia mental. Essas pessoas hipnotizadas e sem emoção erótica foram habituadas a ler textos trapaceados e deturpados de acordo com os ideais do Poder-Corrupto e são incapazes de dar sentido as suas vidas. Estão habituados a prestar vassalagem e de receberem ordens.
Os meus textos são densamente revolucionários, e não politicamente partidários como certas pessoas pensam. Nunca me deixarei usar por partido político algum para manipular e produzir pessoas subservientes, infantilizadas, sem liberdade e sempre ao serviço e na dependência de abutres fantasiados de partidos políticos.
Só não vê que não quer ver. Realidade obscena. Caricatura ou não, é assim que vejo a realidade: obscena. Vejo com olhos de compaixão, de um ser identificado com os excluídos, faço minhas as suas batalhas, e não vejo com olhos de fiéis-idólatras-de-partidos-políticos-sem-erecção. Dou mais visibilidade o que vejo através duma postura desconfiada feita de amor a pátria amada e os seus milhões de abraços. A minha postura é de um indivíduo com erecção e muita emoção erótica.
Continuarei com esta postura, combaterei estoicamente até ao sangue, não numa atitude altruísta de pura arrogância e estupidez, mas numa manifestação de ternura e afecto para quantas, quantos lêem os meus textos e se revêem neles. Acredito que também em algum momento as vasikate se revêem neles, e isso pode ter sido um dos motivos que as levou a escolherem-me. É com o mesmo sentimento, e não deixando de lado os critérios de aproximação ou amizade e admiração ou simpatia, que eu nomeio os seguintes blogues:
Ximbitane, é sem dúvida uma referência no mundo blogue moçambicano.
A Língua, identifico-me com a postura subversiva desta comunidade latino-americana.
A Pátria, comungamos as mesmas inquietações e almejamos o mesmo objectivo: o bem-estar da pátria amada.
Até Onde a Vista Alcança, pela forma peculiar de fazer poesia.
PS: Como deve ter se apercebido houve desvio de rota, tudo porque acabo de ler dois e-mals nesta manhã. Mas importante mesmo, é termos chegado ao destino, embora através de uma longa estrada e ainda por cima de terra batida. Minhas sinceras desculpas.
Vosso irmão,
Shirangano.





13 comentários:
Eixi, até me deu uma colica, rapaz!
Contundente, cáustico, sulfúrico, arrasador...mais adjectivos?
Abraço
Shirangano, como sempre, cultivando inimigos.
Nunca pares meu irmao, porque encontro nos seus textos aquilo que penso, mas nao saberia de modo algum exprimir. É como seu tivesse te pedido para escrever por mim.Entendes?
Abraço!
Deixaste-me sem palavras mas profundamente agradecida com a distinção! :)
X!mb!t@nE
Cólica!!? Não deveria ter sido uma tosse devido à poeira?
AGRY
“Contundente, cáustico, sulfúrico, arrasador...mais adjectivos?”… maaais!!? não, não…bastava apenas contundente.
Um abraço também para ti.
Antonio
Entendo perfeitamente! Um abraço, mano!
Clic
De nada, mana. Um abraço forte!
Que Deus te abençoe Shir. Com sinceridade acho que tens muito talento.
A questão das origens é, quanto a mim, supérflua e insignificante. A validade ou invalidade dos seus pontos de vista tem que ser aferida das premissas de que partes e não do seu nome, origem ou, quem sabe, raça. É assim que te vejo, um tipo porreiro. O leão será sempre leão, mesmo que se apresente como leopardo; será assim que será sempre visto.
Ilustre Mutisse,
Muito Obrigado pelas palavras amaveis.
Com certeza, concordo contigo, "a questão das origens é...supérflua e insignificante", mas infelizmente ainda existem pessoas com algum disturbio mental.
Shir, não te exponhas berrando para um débil mental. Corres risco de ser confundido com ele. Discuta o essencial, exponha os seus pontos de vista e mais nada.
Quanto ao seu post, concordo que todos os critérios que eventualmente possamos determinar são, subjectivamente motivados ( ou pelo menos de alguma forma). Mas, nem por isso devemos nos aventurar a fazer algo desprovido de todo e qualquer critério. É necessário, de alguma forma, determinar as balizas daquilo que queremos empreender.
Entendo os critérios desse modo, defendo a sua necessidade sempre.
Temos uma coisa em comum: o bem estar e a afirmação da moçambicanidade. Diferimos na abordagem, na luta por esse ideal. Se calhar seja por defeito de formação, ou mesmo fruto de muitos tropeços que (penso) foram me transmitindo alguma maturidade, descobri que ser incendiário a toa não basta. Aprendi que é fundamental saber o que se pretende queimar, armar-me de todos os instrumentos que me permitam queimar só e apenas o identificado, e garantir que factores externos, longe do meu controlo (ventos por exemplo) não afectem o trabalho/queima que vou fazer. Isto é, Shir, tenho medo das generalizações do género "fiéis do Poder-Partido-Corruptos" ou "Oposição-Partido-Ignorantes" seja qual for a que me fosse mais favorável no momento da enunciação. Defendo uma abordagem em que, todos os pressupostos que me servem de base no que digo, estejam devidamente fundamentados e que a fundamentação não seja: "toda a gente sabe", "toda gente diz" ou "quem é que não sabe".
Não ponho a mão no fogo pela santidade de ninguém no Governo da mesma forma que não a ponho pela sua diabice. Quando abordo algo com que não concordo faço-o sem pôr todos no mesmo saco, cingindo-me ao aspecto concreto que merece a minha reprovação.
Há pouco vi correr um debate sobre o que fazia dos outros jornais (tirando o Noticias, Domingo e Desafio) independentes. Achei interessante mas isso não cabe aqui. Podes ser independente até ao elogiar qualquer coisa feita pela Frelimo, pelo governo sustentado por esta. Espero que não estejas, como já esta semana vi de um jornalista recentemente premiado, a confundir independência com dizer cobras e lagartos do governo do dia. A questão a que me refiro era a crítica que vi sobre o posicionamento do Magazine que elogiou Guebuza, enfurecendo desse modo outro "independente" que não esperava aquela postura.
Um abraço Bro.
Caro Mutisse,
Tenho consciência da importância de fazer uma abordagem cujos pressupostos estejam devidamente fundamentados, mas não esqueçamos que em certos casos não precisamos de provas. Nos vemos as coisas e fazemos leitura das situações, embora com alguma subjectividade. Creio que não precisa de esperar por um relatório para saber que Moçambique é um país de “cunhas e favores” ou que o ambiente de negócios no país ainda é problemático.
Evito agarrar-me nesses documentos (não quero dizer que não concordo), pois sei que, de certa maneira, os resultados visam agradar o cliente que contratou a empresa de pesquisa. Os resultados da pesquisa normalmente não chegam a dar novidade, apenas dizem que é necessário uma mudança (o que é obvio). Ao meu ver, quando uma certa entidade requisita um serviço de pesquisa, não espera um resultado que não seja favorável a ela. Portanto, pesquisadora como não quer perder cliente, diz que está tudo bem (mesmo que não esteja) e aponta um aspecto negativo para parecer imparcial.
Não coloco todos no mesmo saco porque todos já lá estão. Obviamente há excepções, não importa o tamanho, mas são largamente engolidos mesmo que haja somente três tomates podres.
Os nossos órgãos de informação independentes são, na sua maioria, por excelência medíocres a julgar pelo tipo de jornalismo que fazem. Há uma grande ânsia em provocar intriga. Não há investigação e não estão preocupados em ouvir as partes evolvidas no assunto, ficam a espera que outra parte reaja para poderem ter notícia para próxima edição.
É incrível como transformaram num ataque ao governo o relatório sobre índice de ambiente de negócios feito pela KPMG. O relatório traz muita informação sobre as expectativas dos agentes económicos, mas eles ignoraram isso e foram pegar o receio do empresariado nacional.
É um verdadeiro jornalismo nervoso.
Shir, passei pelas "mãos" de um professor na faculdade (primeiro ano/1999) que disse e dizem que repete até hoje, que nós, reunidos ali naquela sala, fazíamos parte da minoria esclarecida da nação. Acho que não há quem tenha passado por ele e não tenha ouvido essa ideia.
Naquela época isso me embriagou. Colocava-me numa elite afinal, eram poucos como eu. Hoje percebo o meu professor: ter acesso ao que eu tive (e que outros anseiam e não têm) é uma responsabilidade. Me coloca o desafio da humildade, mas de justificar o facto de fazer parte dessa minoria esclarecida.
Isso ocorre de diversas formas. Uma delas é ir para além do óbvio, do aparente, do visível; é ir para além do que toda a gente diz, inclusive indagando sobre a plausibilidade do que se diz, dos factores que potenciam o que se diz e, mais do que isso, apontar factores de mudança, soluções para isso.
Com sinceridade Shir, posso não conseguir fazer isto mas, tento sempre. Este princípio está enraizado na minha cabeça. Tento isso a todo o tempo; é isso que te sugiro meu caro.
Não precisamos de um relatório para ver que há coisas que vão mal. Não somos cegos; mas quem faz os relatórios? Que interesses têm os que encomendam os relatórios? O que é que querem influenciar? Todas estas coisas escapam a muita gente Shir. Os relatórios da USAID, da AI, do Governo Americano, da Cooperação Suiça, não são inocentes. Não visam apenas dar-nos a visão desses países sobre a nossa realidade visam influenciar mudanças que acomodem os seus interesses. Parece especulador mas, faça as leituras: leia os relatórios das agências internacionais na época da discussão da actual Lei do Trabalho, o que é que se preconizava, qual devia ser o produto final, qual foi o papel de algumas das agências internacionais etc., veja a frustração que deu nos desabafos descabidos de Tod Chapman há pouco. Nem tudo o que aqueles relatórios dizem é o fio que nos deve conduzir; temos que ser precavidos. Não há desinteresse total neles.
Parece que sugeres que o Governo "encomenda" certos relatórios... mas os que mais criam "barulho" são os das agências internacionais algumas oriundas de países que não são exemplo naquilo em que nos acusam (por exemplo o relatório do Governo Americano sobre direitos humanos em Moçambique quando eles têm guantanamo, torturas no Iraque etc) ou de agências independentes como a KPMG.
Eu não sei quem está onde; mas no dia em que nos pusermos a pensar na ralidade do país vamos descobrir que perdemos muito tempo a concentrar-mo-nos na corrupção dos que gerem a coisa pública, ao invés, por exemplo, de nos batermos por fazer as coisas da melhor forma cumprindo cada um com o seu dever como, por exemplo, pagar impostos. Já imaginaste quanto é que o país não ganharia se todos se recusassem a entrar no esqueminha de recusar o recibo para não ser taxado 17% de IVA? Já pensaste quantas escolas se construiriam se TODOS pagássemos impostos? De certeza não. Há coisas que temos que reflectir sobre elas profundamente.
Os jornais, não os ponho no mesmo saco. Há muitos bons que fazem grandes coisas e há outros medíocres. Espero a sua vez.
Cada um pode ter uma visão sobre um determinado assunto; é normal. O valor que se dá a um determinado relatório depende de muitos factores...
Como digo sempre, e para fechar, é necessário que tenhas os pés bem firmes no chão, as mãos bem seguras para te sustentar em cada coisa que dizes e/ou defendes. O "toda gente" sabe não pode ser critério de validade dos axiomas que defendemos. Tem que se ir mais.
Note que os nossos blogs há muito que deixaram de ser nossos para serem apropriados por outros que vem buscar coisas de nós... temos que serví-los como deve ser. Tal como o poder, os elogios embriagam. Há que ter cuidado com eles.
A propósito duma afirmação de Muthisse com que, aliás, concordo, recordo Freud: Podemo-nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.
Entretanto, sobre outras questões não estarei completamente de acordo
Inovar é o direito da juventude preservar é o privilégio da velhice. Só a síntese destas duas tendências torna possível o progresso.
O espírito paternalista e protector dos mais velhos contrasta com a irreverência e com o espírito incendiário da juventude.
A atitude reaccionária das velhas gerações, que se opõem sistematicamente a todas as mudanças, esquecendo que foram no seu tempo passado jovens e rebeldes, é um obstáculo ao progresso.
Também o é a crença das novas gerações que, defende a ideia de só a sua obra constituir uma contribuição para o progresso! Como dizia Euclides, “cheguei aqui porque caminhei aos ombros de um gigante” sugerindo assim a importância da experiência acumulada pelas velhas gerações.
Em síntese: amordaçar e domesticar as novas gerações é uma atitude conservadora e paternalista. Terão de ser elas a escolher o caminho, caminhando em liberdade, sem constrangimentos. Depois, saberão (como todos) encontrar o melhor percurso
Aló amigos Mutisse está me a dever!
Estou a seguir os vossos comentários (In)felizmente sou obrigado a aptar por algum lado neste caso Shira e AGRY me parecem mais realisticos.
Mutisse Brother discordo plenamente com singo no que se refere "...concentrar-mo-nos na corrupção dos que gerem a coisa pública, ao invés, por exemplo, de nos batermos por fazer as coisas da melhor forma cumprindo cada um com o seu dever como, por exemplo, pagar impostos"
Há um Pedagogo que me identifico com ele o Paulo Freire que a firma ser impossível a racionalidade educativa se ignorarmos o erro. Portanto seriamos feridos de amnésia se lutassemos com a pobreza disconhecendo o obistáculo! a corrupção, o nepotismo ... são grandes males que afectam o desenvolvimento.
Relatórios das Al: estou a crer que denunciam a venda de notas nas escolas, a espropriação de carros, dinheiro(CCADR e Bancos) e edifífios públicos, o assassinato como se fez com o director da PIC, juiz N'kutumula; C.Cardoso, Siba-Siba; o músico Pedro Langa; Josefa Ibraimo; director da BO;o caso dos 40 toneladas de haxixe nos anos 90, 144 biliões no BCM, últimamente edifícios públicos queimão com tendência a generalização ao privado (perante a serenidade de quem de direito); disvios no INSS, Ministério do Interior, aeroportos etc... no entanto o Mutisse sugere que continuemos a amarar o saco azul na perna do Himpopótamo!
Shira e AGRY, concordo com vosco porque na era colonial os assimilados e outros não viam a necessidade da luta de libertação alegadamente porque havia mecanismos de viver feliz como eles a escolha era de cada um deles, hoje os jovens que consiguiram ter um terreno e construir uma casa e comprar um Dubaizinho a guerra dos jovens pela insersão só tem enquadramento em outras agendas! o único feliz sou eu que consigo entender cada um no seu canto.
Enfim, aparcialidade é algo natural quanto o próprio homem. abraços
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