O blogue “SOLTA-TE” na pessoa de Shirangano é que não se deixa impressionar e muito menos enganar. Como sempre, dá a conhecer aos leitores a animosidade relativa às situações que lhe causam profunda indignação. E, desta vez, vem demonstrar a sua aversão a iniciativas medíocres que subjazem interesses mercantilistas, como são as de descoberta de novos talentos na música, dança, e outras modalidades culturais, levadas a cabo pelas emissoras de televisão moçambicana em parceria com as operadoras de telefonia móvel. São iniciativas estupidificantes que visam essencialmente alimentar a alienação dos moçambicanos em detrimento da verdadeira cultura.
As operadoras de telefonia móvel, principais patrocinadores e promotores desses eventos, mentirosamente nos têm dito que estão a promover a cultura, quando, na verdade alimentam no país o vírus da mediocridade. Elas usam-se habilmente desses concursos para continuarem a maximizar os lucros das suas empresas.
Como podem promover a cultura em iniciativas onde o talento não é valorizado? Amam tanto as SMS’s que estupidamente acabam por inventar concursos para levarem sorrateiramente água ao seu moinho, mas sempre na presunção de que contribuem positivamente para cultura moçambicana, o que faz com que se tornem ainda piores que os mercenários.
As operadoras de telefonia móvel em Moçambique são exemplos acabados de ladrões, são ladrões estabelecidos, para elas, o país resume-se em planos estratégicos ou estratégias metodológicas,
O público, o júri do concurso, age com que destituído de consciência (também não é de se espantar!), despendem as suas migalhas na compra de recarregas para poderem enviar SMS’s. Quem agradece, obviamente, são as operadoras que o povo ingenuamente continua a pensar que estão preocupados com o desenvolvimento da cultura. A ingenuidade dos moçambicanos atinge o píncaro quando o concurso chega ao fim. Nessa altura, é frequente ouvir comentários enfadonhos do género: Ah… não pode ser! Que grande injustiça! Oh…o fulano X é quem merecia ganhar!
As operadoras de telefonia móvel, principais patrocinadores e promotores desses eventos, mentirosamente nos têm dito que estão a promover a cultura, quando, na verdade alimentam no país o vírus da mediocridade. Elas usam-se habilmente desses concursos para continuarem a maximizar os lucros das suas empresas.
Como podem promover a cultura em iniciativas onde o talento não é valorizado? Amam tanto as SMS’s que estupidamente acabam por inventar concursos para levarem sorrateiramente água ao seu moinho, mas sempre na presunção de que contribuem positivamente para cultura moçambicana, o que faz com que se tornem ainda piores que os mercenários.
As operadoras de telefonia móvel em Moçambique são exemplos acabados de ladrões, são ladrões estabelecidos, para elas, o país resume-se em planos estratégicos ou estratégias metodológicas,
O público, o júri do concurso, age com que destituído de consciência (também não é de se espantar!), despendem as suas migalhas na compra de recarregas para poderem enviar SMS’s. Quem agradece, obviamente, são as operadoras que o povo ingenuamente continua a pensar que estão preocupados com o desenvolvimento da cultura. A ingenuidade dos moçambicanos atinge o píncaro quando o concurso chega ao fim. Nessa altura, é frequente ouvir comentários enfadonhos do género: Ah… não pode ser! Que grande injustiça! Oh…o fulano X é quem merecia ganhar!
Em Moçambique, os concursos de descobertas de novos talentos tornaram-se numa espécie de neo-religião e ate tem uma sinagoga, sobejamente conhecida por “catedral da artes”. Os cultos são transmitido em directo por canais de televisão para todo país, e para quem porventura deseja assistir in loco ao programa deve pagar o bilhete de entrada.
Os cultos idolátricos acontecem uma vez por semana, os fiéis devem dizer “amén” com telemóveis enviando mensagens todos os dias que antecedem o culto. O deus desta religião é egocentrista e muito ciumento, não aceita SMS’s provenientes da operadora rival. Para alem disso, não se contenta com menos – quanto mais SMS’s enviares maior é a oportunidade de poder ver a bênção – e também é caprichoso, não aceita SMS’s grátis que ele próprio oferece.
Coincidentemente, os sacramentos também são os santos (concorrentes) que devem justificar a sua existência. E o mais curioso nesta religião é o facto da salvação dos santos depender exclusivamente dos crentes. Alguns santos, algumas santas, por dispor de uma situação financeira estável, têm garantido um lugar no dia do juiz final, e os que não dispõem, se for santo, deve ser bonito e forte para granjear simpatia das crentes, quem não dispor dessas qualidades deve saber fazer macacadas. Se for santa, deve dispor de atributos femininos de causar inveja a qualquer marmanjo ou deve usar roupas ousadas. Aqui o talento não conta, importante é granjear simpatia dos crentes.
O santo, a santa que receber durante a semana menos “améns” será escorraçado. No dia da expulsão prometem fielmente continuarem a trabalhar para alcançarem os seus sonhos (de facto, trabalham tanto ao ponto de não ouvirmos mais falar deles!).
Os teólogos são jornalistas e os apresentadores que pregam fervorosamente para os crentes na sinagoga assim com aqueles que estão em casa.
A minha repugnância não tem a ver com a própria natureza do concurso ou programa televisivo de descoberta de talentos, mas tem tudo a ver com os critérios não democráticos adoptados para encontrar o vencedor – votação popular por SMS’s.
Portanto, não vos zangueis comigo, tomem isso como uma manifestação de amor a “pátria amada” e os seus “milhões de braços”, e como ja devem saber o amor tem destas coisas.







3 comentários:
Hehehehe Shir. Junto a minha voz à sua.
O que mais me indigna é, em muitos desses concursos cantar-se mais música estrangeira e sempre em playback. No canto coral temos grupos que dão um ponta pé às nossas linguas e na avidez de imitar até imitam linguas estrangeiras como Zulo, XiSwati e mal porcamente imitadas...
Fazer o quê...
As operadoras são uns deles mas há muitos a desempenhar lindamente o papel na disputa:
"a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas" JMB
Muito bem Shira, o que amim constitui maior preocupação é a publicidade do tipo de avaliação (sancionatóra) arcaica e desistimulante usada pela Maria zé sacuri, não sei se aquilo se chama rigorosidade! O certo é que o povo continua a achar que avaliar é penalizar! quanto aos enventos que é negócio é... kkkkkkk
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